8/06/19

Miguel Fragata é uma Formiga Atómica no espetáculo “Montanha Russa”

O grande auditório do Convento São Francisco acolhe hoje, pelas 21h30, o projeto teatral Montanha-Russa. Uma criação de Miguel Fragata e Inês Barahona que conta com a participação, ao vivo, dos músicos Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, da banda portuense Clã. A RUC esteve à conversa com Miguel Fragata, que começou por descortinar o nome da companhia que fez nascer a montanha russa. Porquê Formiga Atómica?

Para Miguel Fragata a vida do teatro é como uma espada de dois gumes. Tem um lado bonito: batalha pelo que gosta, desafia públicos com textos originais. Mas trabalhar na cultura, ou para ela, é uma batalha sem fim.

Apesar das dificuldades, o trabalho da Formiga Atómica é muito acarinhado pelo público. Não é, então, de estranhar o regresso a Coimbra, pelo público que é muito interessado, como nos conta Miguel; como o regresso ao Convento São Francisco, um amigo de longa data.

Miguel Fragata e Inês Barahona são a dupla (que entretanto já contam com mais colegas na equipa) que, com a Formiga Atómica, não se coíbem de procurar desafios nas peças que levam a palco. Com A Caminhada dos Elefantes, dos primeiros trabalhos da companhia, falaram sobre a vida e a morte a adultos e a crianças. Já a Montanha-Russa propõe um desafio quanto ao público-alvo: os adolescentes. É este o tema principal da peça: a adolescência. São quatro os atores em palco que contam histórias reais. Para isso, entrevistaram cerca de 600 jovens, e recolheram entradas de diários e blogs para compor a peça.

Miguel Fragata esteve nos estúdios da Rádio Universidade de Coimbra a falar da peça que acontece hoje, no Convento São Francisco, pelas 21:30 horas. E despediu-se com um apelo a todos os ouvintes que sintonizam nos 107.9 FM.

A peça Montanha-Russa também conta com música, uma componente muito importante na adolescência; pelo trabalho de Hélder Gonçalves, Miguel Ferreira, Nuno Rafael e Manuela Azevedo. Os nomes não são estranhos aos mais atentos. Estes nomes tocam e cantas músicas como o carrossel dos esquisitos. São os Clã que, no Convento, se apresentam como indivíduos a quem foi proposto um desafio – o de cantar a adolescência.

Miguel Fragata não veio sozinho à RUC. Manuela Azevedo também deu um salto aos nossos estúdios para uma entrevista, em nome próprio, com Isabel Simões. O resultado pode ser ouvido no dia 18 de junho, no programa de informação, Perfil.

Até lá, pode ouvir a entrevista na íntegra a Miguel Fragata aqui:

Cátia Soares

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