3/06/19

Luís Pedro Madeira: “Feira Cultura de Coimbra é ainda um evento pobre”

O comentário à atualidade do Alvorada de hoje (31) esteve a cargo do músico e professor Luís Pedro Madeira.

Aberta durante todo o mês de maio, a audição pública para sugestões dos estudantes para a Revisão Extraordinária dos Estatutos da Associação Académica de Coimbra recebeu apenas quatro contribuições. Os textos trazem pontuações sobre secções desportivas e culturais, a gestão da Queima das Fitas e, ainda, um deles traz uma opinião geral sobre a maioria dos assuntos propostos para a Revisão. Para Luís Madeira a fraca aderência dos estudantes devia ser um alerta para a comunidade estudantil.

Celebrou-se no passado domingo 50 anos de um dos episódios mais marcantes da crise académica de 1969. Nesse dia os estudantes de Coimbra começaram um protesto contra o regime. Mais de 80 por cento dos alunos fizeram greve aos exames. Um protesto que ficou para a história da contestação à ditadura. Para Luís Pedro Madeira há muito para “fazer e lutar” pelo ensino.

A Feira Cultural de Coimbra, que abriu na passada sexta-feira e decorre até 10 de junho, quer atrair novos públicos, num evento que conta com a presença do ‘youtuber’ Sirkazzio e que dá destaque à cultura pop na iniciativa “24 horas culturais”. O evento, que é o sucessor da Feira do Livro da cidade, conta com 200 expositores, dos quais cerca de 80 associados ao artesanato, mais de 50 de livrarias, alfarrabistas e editoras de livros, nove de artes plásticas, 21 de gastronomia e quatro de edições musicais. Luís Pedro Madeira classificou o evento como pobre tendo em conta a dimensão cultural da cidade.

Na “ressaca” das Eleições Europeias os diferentes líderes europeus comprometeram-se a fechar pacote de nomeações para cargos de topo até à cimeira de 20 e 21 de Junho. Para o músico e professor a Europa precisa de uma voz “única e solidária”.

Tomás Cunha

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