3/06/19

José Augusto Bernardes: “Agustina Bessa-Luís acreditava no poder da Literatura”

Faleceu a escritora Agustina Bessa-Luís, aos 96 anos de idade. Agustina Bessa-Luís encontrava-se afastada da vida pública desde 2006, por motivos de saúde.

O seu primeiro livro publicado foi Mundo Fechado, em 1948, mas foi A Sibila, de 1954, que lhe trouxe maior prestígio. Alguns dos seus escritos foram adaptados ao teatro e ao cinema, onde colaborou de forma ativa com o realizador Manuel de Oliveira. Um exemplo é o filme Vale Abraão, de 1993. Entre os inúmeros prémios que a distinguiram, destaque para o Prémio Camões, atribuído em 2004.

Conversamos com José Augusto Bernardes, diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e Professor Catedrático da Faculdade de Letras (FLUC), que comentou a vida e obra da autora.

Para o docente da FLUC, há a destacar que “morreu um grande nome das letras portuguesas”, com uma escrita muito particular.

Alguma da literatura incidia em aspetos e personagens históricos, como as biografias do Marquês de Pombal, de Pedro e Inês e de Santo António. O diretor da Biblioteca Geral da UC descreveu alguns dos pensadores que influenciaram Agustina Bessa Luís.

A escritora viveu alguns anos em Coimbra. Questionado se a cidade de Coimbra marcou de alguma forma a bibliografia da autora, José Augusto Bernardes respondeu que sim, mas não “de uma forma determinante”. O professor universitário acrescentou que Agustina Bessa-Luís se afastou sempre dos movimentos literários que existiam em Coimbra no final dos anos 40.

O velório de Agustina Bessa-Luís está marcado para amanhã, terça-feira (4), na Sé Catedral do Porto, a partir das 10h30.

O Governo decretou um dia de luto nacional, e Marcelo Rebelo de Sousa também elogiou publicamente a escritora.

Pode escutar a reação de José Augusto Bernardes na íntegra em:

David Coelho

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