31/05/19

Daniel Azenha demarca-se de qualquer candidatura à AAC/OAF

Em consequência do debate realizado no programa Prognósticos da Rádio Universidade de Coimbra, a Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) emitiu na passada terça-feira um comunicado, onde afirma que “o nome e o símbolo da Académica não estão à venda”. No primeiro ponto apresentado no comunicado a AAC afirma que esteve sempre disposta a colaborar com qualquer modelo de gestão salvaguardando a maioria e a dependência única dos sócios. Colocam, assim, em causa a utilização do nome e símbolo da Associação Académica de Coimbra pelo Organismo Autónomo de Futebol.


Sócios da Briosa votaram a favor da SDUQ em 2013


Os 1083 votos escrutinados foram assim distribuídos: 583 a favor da SDUQ e 481 para SAD. Foram ainda contabilizados 15 votos brancos e 4 nulos.

Desde 2013 com a entrada do novo Regime Jurídico das Sociedades Desportivas (RJSD) passou a ser obrigatório o recurso à figura da sociedade desportiva (SD) para a participação numa competição profissional. O RJSD prevê dois modelos possíveis para as Sociedades Desportivas: A Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ), em que o sócio único será sempre obrigatoriamente o clube fundador (art. 11.º e 14.º do NRJSD) e Sociedade Anónima Desportiva (SAD). Assim, não são possíveis esquemas societários não previstos na lei. Os dois candidatos têm visões divergentes acerca do modelo de gestão a adotar.

O presidente da DG/AAC Daniel Azenha conversou com a RUC e reforçou a posição da “casa-mãe” face ao OAF.

Daniel Azenha admitiu que só após o debate realizado na segunda-feira se apercebeu que o OAF poderia aceitar perder a maioria do seu capital. O presidente da DG/AAC frisou a necessidade de salvaguardar o símbolo e o nome da Académica.

O presidente da DG/AAC destacou que a Associação Académica não está contra a SAD. Contudo, Daniel Azenha voltou a vincar que a direção geral que lidera não vai aceitar a perda do controlo maioritário do clube por parte dos sócios.

No comunicado lançado na passada terça feira a DG/AAC destaca no ponto nº3 a inexistência de “qualquer tipo de relação direta com pessoas, candidatos ou processos eleitorais”. Contudo a presença de João Nuno Silva na lista de Joaquim Reis enquanto vice-presidente levantou alguma polémica nas redes sociais. O candidato a vice-presidente por parte da Lista B é próximo da atual direção geral e irmão de Luís Filipe Silva, antigo vice-presidente da DG/AAC entre 2013 e 2014. Daniel Azenha admitiu existir uma ligação de amizade com João Nuno Silva mas destacou que tal facto nunca condicionou as ligações entre a direção geral e os candidatos.

Daniel Azenha terminou a entrevista com uma mensagem para todos os sócios e simpatizantes da Académica. Para o presidente da DG/AAC é preciso estabilizar a casa e defender os interesses de ambas as partes.

Falta um dia para as eleições da AAC/OAF. Da eleição marcada para dia um, sábado, vai sair o próximo presidente do clube. Pode voltar a ouvir o debate entre Joaquim Reis e Pedro Roxo no Facebook da RUC e na página de Mixcloud Inforuc a entrevista completa com Daniel Azenha.

Tomás Cunha

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