28/05/19

Pedro Roxo ou Joaquim Reis: candidatos à presidência debatem futuro da AAC/OAF

Os candidatos com os Moderadores RUC: Tomás Cunha e Tiago do Carmo

Ontem, estiveram presentes no programa Prognósticos, numa emissão especial, os dois candidatos à presidência da Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF). Joaquim Reis encabeça a lista B- “Por uma Académica soberana” e Pedro Roxo é o candidato pela lista C- “Académica Tradição e Futuro”. Os dois candidatos debateram o futuro da Académica OAF, as dificuldades a enfrentar e as soluções defendidas por cada um.

Pedro Roxo, presidente desde 2017, em consequência da demissão de Paulo Almeida, tomou as rédeas como presidente nomeado pela direção. Em debate, enumerou as dificuldades e dívidas que teve que enfrentar e gerir no primeiro ano à frente da Académica e, por isso, candidata-se porque “há muito a fazer”. Pretende uma “projeção nacional e internacionalmente” e para isso é necessário uma “mudança” que afirma não ter medo de assumir.

Joaquim Reis, candidato pela Lista B, fez parte da direção de José Eduardo Simões. Candidata-se agora à presidência porque defende que o principal “problema da OAF tem sido a má gestão, nos últimos anos”. Refere ainda que além de financiamento é necessário saber gerir e, por isso, conta com uma equipa de gestores e empresários na lista.


Em debate esteve também uma das questões centrais para o futuro da Académica/OAF. Desde 2013 com a entrada do novo Regime Jurídico das Sociedades Desportivas (RJSD) passou a ser obrigatório o recurso à figura da sociedade desportiva (SD) para a participação numa competição profissional. O RJSD prevê dois modelos possíveis para as Sociedades Desportivas: A Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ), em que o sócio único será sempre obrigatoriamente o clube fundador art. 11.º e 14.º do NRJSD) e Sociedade Anónima Desportiva (SAD). Assim, não são possíveis esquemas societários não previstos na lei. Os dois candidatos têm visões divergentes acerca do modelo de gestão a adotar.

Pedro Roxo, caso ganhe as eleições, propõe a implementação de uma Sociedade Anónima Desportiva para a Académica. Afirma ser um “projeto exequível” tendo como base os contornos da gestão do futebol de hoje em dia que se “profissionalizou”. O modelo defendido pelo atual presidente necessita de um parceiro acionista que não desvendou, mas que vai contrair entre 51% a 70% do capital da sociedade.

Já o candidato opositor, Joaquim Reis, se ganhar as eleições defende a manutenção do modelo atual- SDUQ- que afirma ser aquele que os sócios aceitaram para a Académica OAF. Segundo o candidato, “não basta trazer dinheiro, se este não for bem gerido”.

Em consequência do debate realizado ontem, a Associação Académica de Coimbra emitiu há pouco um comunicado, onde afirma que “O nome e o símbolo da Académica não estão à venda”. No primeiro ponto apresentado no comunicado a AAC afirma que esteve sempre disposto a colaborar com qualquer modelo de gestão salvaguardando a maioria e a dependência única dos sócios. Colocam, assim, em causa a utilização do nome e símbolo da Associação Académica de Coimbra pelo Organismo Autónomo de futebol.

Inês Morais

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