24/05/19

Theresa May demite-se após terceiro chumbo consecutivo do acordo do Brexit

A primeira ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje a sua demissão. A sete de junho o pedido é formalizado para dar lugar a eleições internas para o cargo que fica em suspenso.

A demissão da primeira ministra britânica foi motivada pela não aprovação do seu acordo de saída do Reino Unido que, relembramos, aconteceu em Março deste ano. Na Câmara dos Comuns, o acordo de May (que cumpriria o Brexit) foi chumbado pela terceira vez com 344 contra e 286 a favor . Theresa May revelou que o seu sucessor vai ter de procurar um consenso, lembrando contudo que isso só pode ser alcançado se todos os lados do debate estiverem dispostos a fazer compromissos.

A demissão de Theresa May também foi alvo de discussão pelos candidatos ao Parlamento Europeu. O cabeça de lista do Partido Popular (CDS-PP) às europeias, Nuno Melo,  considerou hoje que a demissão da primeira-ministra britânica (e o Brexit) são sinais de tempos muito preocupantes. À Lusa Nuno Melo fala da importância do Reino Unido para toda a Europa e de como esta decisão tem um impacto muito incerto não só para os britânicos mas como para todos os países membros da União Europeia (UE).

O candidato do CDS-PP reforça a importância do voto nas eleições para o Parlamento Europeu, que se realizam no domingo em Portugal.

Também o cabeça de lista do Partido Social Democrata (PSD), Paulo Rangel,  se pronunciou sobre a demissão que aumenta a complexidade do Brexit; e aconselha Portugal a manter uma atitude de abertura e flexibilidade perante o Reino Unido.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva,  também já se manifestou sobre o acontecimento. Mostra-se confiante nos mecanismos da democracia britânica para ultrapassar rapidamente a sua crise política interna; e afirmou que Portugal ficaria muito contente se o Reino Unido repensasse o Brexit.

Theresa May, de 62 anos, foi eleita líder do Partido Conservador a 11 de julho de 2016 que fica agora em aberto. O candidato mais falado nos média britânicos para tomar as rédeas do cargo é o antigo ministro dos negócios estrangeiros, Boris Johnson, que  poucas horas depois do comunicado de demissão deTheresa May anunciou que  o Reino Unido vai “sair da UE, a 31 de outubro, com acordo ou sem. A melhor maneira de conseguir um bom acordo, é preparando-nos para um não acordo”

Catarina Simões

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