21/05/19

Pascoal Pereira: [sondagens Eleições Europeias] “Não me parecem particularmente surpreendentes”

A edição do Alvorada de hoje (21) contou com o comentário de Pascoal Pereira, docente na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

A nível local, o professor comentou a forma de mobilização dos jovens que fazem greve em frente à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra como uma forma direta de pressionar por mudanças. No local desde o dia 25 de março, os estudantes protestam por uma reestruturação do sistema de ensino português. O alto valor das propinas e a mercantilização da educação são alguns dos principais pontos do manifesto “A educação não é só para meninos”. Para o professor Pascoal Pereira, é espantoso que mais pessoas não se tenham juntado aos manifestantes, já que se está a falar de uma causa que atinge todos.

As eleições para o Parlamento Europeu realizam-se no próximo domingo, dia 26 de maio. A última pesquisa de intenções de voto no âmbito português, divulgada hoje pelo jornal Público, aponta para uma elevada taxa de abstenção. Além disso, a maioria dos votos válidos deve ir para o PS – são 33 por cento, aponta a sondagem. Se os resultados se concretizarem, o partido terá entre oito e nove eurodeputados. Em seguida, vem o PSD, com 23 por cento dos votos. Bloco de Esquerda tem 9 por cento dos votos, seguido de CDU e CDS-PP com 8 por cento cada. PAN e Aliança têm 3 por cento dos votos, com possibilidade de elegerem um eurodeputado cada. Para o professor Pascoal Pereira, os resultados da sondagem não trazem surpresas.

No âmbito europeu, é possível verificar o crescimento da extrema-direita e de grupos nacionalistas nos últimos anos. O caso da Áustria, que foi cenário de um escândalo político na última sexta-feira com o líder do Partido da Liberdade (FPÖ), mostra a força dessa ala política.

A realidade de fortalecimento desses grupos, especialmente dentro do Parlamento Europeu, devem causar mudanças nas relações entre partidos. O professor especula a possibilidade de novas alianças se formarem.

Conforme indica Pascoal Pereira, o modelo democrático de representatividade pode fazer com que os jovens sintam pouco efeito de sua participação indireta, através do voto, por exemplo. O internacionalista defende que pode haver uma relação das abstenções das camadas mais jovens da população com maior poder dos grupos de direita.

O comentário à atualidade da parte de Pascoal Pereira no programa de hoje incluiu ainda uma breve ponderação sobre o atual papel da NATO, que comemora 70 anos em 2019, e o embate comercial que decorre entre Estados Unidos da América e a República Popular da China.

Pode ouvir o programa na íntegra em:

Bibiana Garcez e Carolina Cardoso

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