15/05/19

Filipa Maia: “Os europeus também já foram refugiados, como podemos negar a seres humanos uma vida digna?”

Filipa Maia foi indigitada por António Costa e pelos restantes dirigentes socialistas como mandatária nacional do Partido Socialista (PS) às eleições europeias. A lista é encabeçada por Pedro Marques, ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas do atual executivo. Natural de Assafarge, no concelho de Coimbra, Filipa Maia tem 18 anos e contou à RUC que começou a trabalhar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em 2017, no âmbito do projeto Education 2030. Esta foi a primeira vez que o grupo dos países mais desenvolvidos escutou uma equipa de alunos, num grupo com 200 estudantes online e cerca de 45 a participar em reuniões físicas. Em 2018 foi eleita pelos restantes alunos como líder mundial dos estudantes da OCDE, depois de um trabalho focado na integração da saúde mental nas escolas. Apesar de se assumir como independente, a também estudante da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) considera que esse foi um dos fatores que levou ao convite do PS para se tornar mandatária da candidatura ao Parlamento Europeu.

Filipa Maia descreveu um pouco das suas funções enquanto membro da equipa de Pedro Marques.

Numa altura em que se considera que os mais jovens estão afastados da política e da sociedade, os últimos meses ficaram marcados por manifestações em todo o mundo contra a ineficácia dos líderes mundiais no combate às alterações climáticas. Ao mesmo tempo, as eleições europeias de 26 de maio vão ser o primeiro sufrágio em que a chamada geração Z vai poder votar. Para a mandatária do PS às europeias, a generalidade dos jovens não está desligada da politica e da sociedade, embora por vezes não se revejam nos políticos eleitos. Filipa Maia sintetizou os principais desafios e interesses desta geração.

As eleições europeias têm taxas de abstenção muito altas em Portugal quando comparadas com as restantes eleições, o que demonstra um certo afastamento entre a população portuguesa e as instituições europeias. A estudante de Relações Internacionais considera que grande parte dos portugueses desconhece o que é o projeto europeu.

As próximas eleições europeias estão marcadas para 26 de maio, momento em que os cidadãos da União Europeia são convidados a escolher os 751 deputados que os vão representar em Bruxelas e Estrasburgo nos próximos cinco anos.

As ações de campanha dos partidos e movimentos às europeias arrancaram oficialmente na segunda-feira (13) em Portugal, com vista a escolher os 21 deputados portugueses que vão figurar no Parlamento Europeu.

Pode escutar a entrevista de Filipa Maia à RUC na íntegra em:

David Coelho

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