12/05/19

TEUC leva STABAT MATER a concurso no FATAL

Fotografia: TEUC|João Queiroz

Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) apresentou-se a concurso no Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (FATAL) com a peça “STABAT MATER” do autor italiano Antonio Tarantino, numa encenação de Ana Teresa Santos.

Em “Sabat Mater”, Maria “uma mulher do povo” procura o filho preso por razões políticas e levado “não se sabe bem para onde”, lê-se na sinopse. Escrita como monólogo é interpretada por seis atrizes e dois atores. Rita Amado Dias, uma das atrizes explica para a RUC, que a peça foi estruturada em quatro atos, e conta o desespero de uma mãe confrontada com a burocracia de um sistema que lhe levou o filho.

A obra foi representada já pelos Artistas Unidos, onde Ana Teresa Santos estava como assistente de encenação quando o texto foi trazido para Portugal. Ao tempo foi representado como monólogo pela atriz Maria João Luís. Em Coimbra, Ana Teresa Santos adaptou o texto para ser representado por oito pessoas que encarnam cerca de uma dúzia de personagens. Apesar de estar no TEUC há alguns anos, Rita Amado Dias refere que a maior dificuldade esteve em interpretar de forma intensa alguém com “crenças, valores e experiências” que desconhecia.

O espetáculo já passou pela cidade galega de Ourense. A única dificuldade sentida na digressão prende-se com alguns elementos cénicos e com a necessidade de adaptação de luzes e espaço. Em Coimbra tudo se integra na arquitetura do Teatro de Bolso do TEUC.

A visita à Galiza surpreendeu a atriz. Apesar de não ter sido realizada nenhuma ação de divulgação da peça por parte do TEUC, o público afluiu ao espetáculo. Em Coimbra, com ações de campanha nas redes sociais, através de cartazes e no boca a boca é com dificuldade que se consegue a mesma afluência, revela a atriz.

Depois do FATAL, a peça volta a ser representada em Coimbra na Mostra de Teatro Universitário organizada pelo Teatro Académico de Gil Vicente, no dia 7 de Junho. O Facto de o TEUC já ter ganho alguns dos prémios do FATAL colocou pressão no grupo que só quis estar “no seu melhor”, afirma Ana Rita Dias.

O FATAL está a celebrar a sua vigésima edição, terminou ontem, domingo (12). Em 2019, de 2 a 12 de maio, foram 20 os espetáculos que subiram a palco distribuídos por duas categorias: Em Competição e Mais Fatal. Foi ainda prestada homenagem a Isabel Maçana Bruxo que em 1996 iniciou o festival.

Isabel Simões

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2019-08-24T22:57:47+00:00
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