6/05/19

Jantar do PS com candidatos às Europeias em Coimbra

Em Coimbra, o Pavilhão Engenheiro Augusto Correia recebeu na passada sexta-feira (3) um comício com o rótulo Somos Europa, a apresentar a candidatura do Partido Socialista (PS) às Eleições para o Parlamento Europeu 2019, numa lista encabeçada pelo ex-ministro Pedro Marques. O jantar destinava-se a todos os apoiantes do PS, mas tinha a particularidade de também reunir os autarcas socialistas.
As primeiras vozes a discursar foram da casa, da região de Coimbra: o vereador e número dois do munícipio, Carlos Cidade, o presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, Pedro Coimbra, e o autarca Manuel Machado. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra agradeceu ao candidato Pedro Marques os investimentos que ajudou a captar para a região, caso do metro mondego e da requalificação da unidade hospitalar do Instituto Português de Oncologia sediada em Coimbra.

Seguiram-se dois dos candidatos na lista do PS às europeias. Pedro Marques e Maria Manuel Leitão Marques encabeçam um grupo de 21 efetivos e 6 suplentes com o objetivo de representar o país no Parlamento Europeu. A primeira a discursar foi Maria Manuel Leitão Marques, que assumiu um compromisso para com a região Centro, aquela que é “a sua região”. De lembrar que Maria Manuel Leitão Marques é Professora Catedrática na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e investigadora do Cento de Estudos Sociais (CES).

O orador que se sucedeu foi o ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que até fevereireo deste ano figurava no executivo de António Costa. O mesmo se pode dizer quanto a Maria Manuel Leitão Marques, com as pastas da Presidência e da Modernização Administrativa. Pedro Marques começou por elogiar os presentes, sinal da força do PS pelo país, enquanto era ovacionado pela plateia. Minutos mais tarde, os aplausos foram trocados por apupos e assobios, dirigidos ao Partido Social Democrata (PSD), quando pedro marques mencionou que todos menos o PSD tinham elogiado o esforço do executivo socialista em equilibrar as finanças do país ao mesmo tempo que implementava políticas sociais. O número 1 do PS às Europeias assinalou alguns dos projetos que o governo de António Costa, em conjunto com as redes inter-municipais, lançou em concurso ao programa Horizonte 2020.

A última presença no púlpito estava destinada a António Costa. O primeiro-ministro chegou ao recinto pelas 22 horas e 20 minutos, por entre aplausos de uma multidão ansiosa. Noutra ocasião, a presença de Costa poderia ter sido menos significativa, mas não num dia em que tinha reunido de emergência com os seus ministros e em que tinha anunciado a possibilidade de demissão aos presidentes da Republica e da Assembleia. Tudo porque 24 horas antes a mesma esquerda que tinha possibilitado ao ps formar governo se tinha aliado à direita na devolução integral do tempo de serviço dos professores. Daí que as primeiras palavras de António Costa tenham sido “hoje foi um dia de tomar decisões dificeis”, enquanto agradecia a presença dos seus apoaintes. O discurso do primeiro-ministro começou por comparar a atual situação socio-económica do país com as condições de há três anos atrás, no inicio do governo PS. Costa relembrou a seguir que “na política não pode haver a ideia de quem vem depois apaga a luz”, antes de referir o peso que a devolução dos nove anos na carreira dos professores acarreta às contas do país, como se pode ouvir neste trecho de áudio dos colegas da Lusa – Agência de Notícias de Portugal.

António Costa, tal como os que consigo discursaram durante a noite, pediu o voto no Partido Socialista nas Eleições para o Parlamento Europeu de 26 de maio, ao mesmo tempo que ouvia os cânticos “Costa, avança, com toda a confiança”, num sinal de apoio dos presentes.

David Coelho

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