2/05/19

Trabalhadores da pequena e grande distribuição batem-se pelo direito ao dia de folga no 1º de Maio

Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (SITESE), afeto à UGT, disse ontem que a greve dos trabalhadores da distribuição alimentar e não alimentar neste 1.º de Maio foi uma das maiores dos últimos anos.

A RUC falou ontem com a representante do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), Cláudia Pereira que nos deu pormenores de concelhos do distrito de Coimbra em que muitos jovens trabalhadores se mantiveram em greve.

Os sindicatos do setor também convocaram uma paralisação nos supermercados. Ontem a adesão à greve dos empregados da distribuição neste 1.º de Maio foi superior em mais 10% à iniciativa de 2018, segundo o SITESE.

A dirigente do CESP, Cláudia Pereira comunga da opinião de que “um pouco por todo o país houve híper e supermercados que encerraram” e que “outros, apesar da grande adesão à greve abriram” porque os trabalhadores em greve “foram substituídos” o que na sua opinião consubstancia “um atropelo à lei”.

Cláudia Pereira refere que em 2019 se concretizou “um dos melhores primeiros de maio de confronto entre trabalhadores e patrões” pela exigência de direitos “tão básicos” como por exemplo “a não abertura de hipermercados ao domingo”.

A sindicalista contou que apesar de medidas de pressão, por parte de algumas entidades patronais, com telefonemas que considerou “intimidatórios”, os trabalhadores, aderiram à greve.

Posição diferente dos sindicatos tem a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) que, em comunicado enviado à agência Lusa, considerou que “as lojas de retalho alimentar e não alimentar estiveram a funcionar com normalidade, dentro dos habituais horários de funcionamento previamente estabelecidos” para o dia.

Os trabalhadores das empresas de distribuição, estiveram em greve, pelo direito ao feriado no Dia do Trabalhador e também contra a precariedade existente no setor e em defesa de aumentos salariais e dos direitos dos trabalhadores.

Os trabalhadores da grande distribuição exigem a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), cuja negociação se prolonga há 31 meses, para que sejam aumentados os salários e o encerramento das superfícies no 1.º de Maio, aos domingos e feriados. Os trabalhadores reivindicam ainda a progressão automática do operador de armazém e o fim da tabela B (mais baixa e que se aplica em todo o país com exceção dos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal)

Isabel Simões (com Agência Lusa)

6
21
58
0
GMT
GMT
+0000
2019-08-24T21:58:49+00:00
Sat, 24 Aug 2019 21:58:49 +0000