17/04/19

Daniel Azenha: “Se eu estou aqui a falar com vocês livremente, muito devo à geração de 1969”

O Alvorada de hoje (17) recebeu o presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), Daniel Azenha, para fazer o comentário à atualidade.

O 50.º aniversário da Crise Académica de 1969 marca o dia em que Alberto Martins pediu a palavra em nome de todos os estudantes da Universidade de Coimbra (UC), que culminou na revolta académica. Na comemoração da data, Daniel Azenha comentou sobre o que a revolta representa e comparou-a com a atual situação da AAC.

Com base num inquérito sobre a falta de conhecimento em relação à Crise Académica que o Jornal Universitário de Coimbra – A Cabra realizou a 100 estudantes, no qual cerca de 50 por cento não sabem o que foi a revolta, Daniel Azenha afirmou não saber como responder ao tema. A situação dos estudantes da época e as revoltas que o 17 de abril inspirou foram comentadas por Daniel Azenha.

No âmbito das comemorações do Dia do Estudante (24 de março), em 2016, a AAC recebeu o presidente da DG/AAC de 1969, Alberto Martins, que discursou na Sala 17 de Abril, no Departamento de Matemática da UC. Entre as conclusões, o antigo presidente da DG/AAC referiu o “valor da solidariedade”, que Daniel Azenha afirmou ser um fator decisivo para a existência da revolta estudantil.

A participação dos estudantes em assuntos políticos também foi comentado por Daniel Azenha. Os resultados da revolta e seu impacto no sistema académico atual foram relembrados pelo presidente da DG/AAC, que referiu as atuais lutas estudantis, apesar de se viver um período de “paz política quando comparado [à época]”.

As investigações sobre a causa do incêndio da catedral parisiense de Notre Dame não tem data exata para acabar. Até ao momento, os trabalhadores responsáveis pelas reformas na catedral estão a ser questionados pelas autoridades, enquanto doações somam milhões de euros para a restauração do monumento. Daniel Azenha lamenta a “tragédia” e sublinha a preocupação dos estudantes.

A greve dos motoristas de matérias perigosas continua e os combustíveis são disputados pela população. Quase metade dos postos de gasolina do país já não possuem combustível, e os aeroportos já estão a recorrer às reservas de emergência. Daniel Azenha apontou a forma como isso pode afetar os estudantes conimbricenses, e sugeriu uma solução sustentável para o problema.

O comentário pode ser ouvido na íntegra aqui:

Ana Laura Simon

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