11/04/19

Mário Frota: “Não há um verdadeiro espírito de missão nos serviços públicos”

O Alvorada de hoje (11) teve Mário Frota como comentador à atualidade, ele que é o presidente da associação portuguesa de Direito do Consumo (apDC).

A Associação Académica de Coimbra (AAC) pede novos métodos de ensino para a Universidade de Coimbra (UC), em especial a integração de docentes e investigadores formados noutras instituições de ensino superior. A recomendação vem no seguimento do estudo Universidade à Lupa. Mário Frota congratula os estudantes pela iniciativa, e relembra a necessidade de aproximar os currículos dos cursos à parte prática da vida profissional.

De acordo com a edição de hoje (11) do Jornal de Notícias, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) colocou mais de 90 técnicos-especialistas, ainda em processo de estágio, a atender chamadas de emergência. O motivo prende-se com a falta de ambulâncias, necessárias para terminar o processo de aprendizagem. O presidente da apDC sublinha que é preciso definir prioridades nos investimentos do Estado, e questiona o porquê de se renovar a frota automóvel do governo com frequência.

Os transportes públicos e os carros elétricos estão a contribuir para a diminuição da poluição, ao reduzir as emissões de gases de efeito de estufa. A utilização de trotinetes elétricas visa também ter um impacto positivo no ambiente. Mário Frota realça que as trotinetes não trouxeram uma flexibilização do trânsito, e em alguns casos até foram fonte de problemas adicionais. O jurista complementa que o investimento atual nos transportes públicos não é o adequado, o que limita a fluidez do trânsito e a melhoria da saúde da população.

Os governantes europeus chegaram a um consenso e adiaram o processo de Brexit até 31 de outubro. Para o dirigente da apDC, algumas classes políticas tentaram sempre afastar um segundo referendo, e mesmo com este novo prazo há a dúvida de o processo estar concluído a tempo.

Durante o espaço do comentário, houve ainda tempo para abordar a construção de um novo parque de lazer em Castelo Viegas, após a REN – Redes Energéticas Nacionais ter cortado os cedros do terreno, e os possíveis efeitos da obra de desassoreamento do rio Mondego, terminada em 2018.

David Coelho, Sofia Santos e Tiago Oliva

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