9/04/19

Magna atribui por unanimidade o título de sócio honorário à DG de 1969

Decorreu ontem mais uma Assembleia Magna, a quarta de 2019. O órgão máximo da Academia de Coimbra, com caráter extraordinário, teve início às 20h30, no Auditório da Reitoria.

Da ordem de trabalhos constava apenas um ponto: a atribuição aos membros da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) de 1969 do título de associados honorários da AAC. Com 453 votos favoráveis, a moção foi aprovada por unanimidade e aclamação. Vamos voltar a ouvir o momento que marcou a noite:

Outro dos momentos altos da Assembleia Magna, foi o discurso do presidente da DG/AAC, Daniel Azenha. O presidente da maior associação de estudantes do país recordou um a um os membros da Direção-Geral de 1969.

Antes, Daniel Azenha lembrou os acontecimentos que ocorreram na inauguração do edifício das Matemáticas.

A fuga das autoridades é acompanhada de vaias e de palavras de ordem. O regresso a casa dos dirigentes não se faz sem condicionantes. A prisão de Alberto Martins, o presidente da DG/AAC de 1969, leva ao protesto dos estudantes.

Daniel Azenha lembra a Assembleia Magna de 28 de maio de 1969 que decretou a greve aos exames. As ações do Balão e da Flor uniram a cidade à sua academia, disse.

Na sequência da luta dos estudantes de Coimbra, pela primeira vez a Taça de Portugal, a 22 de junho de 1969 não contou com a presença do Presidente da República. A Académica entrou no Jamor de capa ao ombro em sinal de luto.

O regime castigou de forma dura os que participaram na organização da luta académica.

João Pinto Ângelo, estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (UC) pediu a palavra para lembrar o papel dos organismos autónomos da AAC e do Conselho das Repúblicas na luta pela realização de eleições livres para a Direção-Geral no período antes de 17 de abril de 1969.

Emanuel Nogueira da Faculdade de Letras da UC apresentou uma moção para levantar o luto académico a agendar numa próxima Assembleia Magna.

Nas próximas semanas a Direção-Geral da AAC promove um conjunto de iniciativas para assinalar os 50 anos da crise Académica de 1969.

André Jerónimo, Tomás Cunha e Isabel Simões

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