7/04/19

CDU conta com confiança dos portugueses para alterar políticas europeias

Foto gentilmente cedida pela CDU

Alma Rivera, candidata pela Coligação Democrática Unitária (CDU), que junta o Partido Comunista Português e o Partido Ecologista “Os Verdes”, esteve em ação de pré-campanha às eleições europeias, no pólo I da Universidade de Coimbra (UC). A comitiva da CDU passou, no dia 26 de março, pelo edifício da Faculdade de Medicina da UC e pelo Colégio das Artes onde funciona o Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

Questionada pela RUC, à margem da ação de campanha, sobre a posição da CDU em relação à política de juventude da União Europeia (UE), Alma Rivera assinalou que a mesma vai beber a todo o conjunto de medidas da UE e que a política nacional “acaba por ser afetada das mais diversas formas”. A candidata da CDU reiterou que muitos dos problemas que a juventude portuguesa vive são consequência de medidas tecidas pela UE desde 1986.

Alma Rivera lembrou que a distribuição dos deputados que cada país elege ao Parlamento Europeu (PE) é desigual. Do seu ponto de vista a situação retira soberania aos países e provoca afastamento dos cidadãos. Portugal tem 21 lugares no PE enquanto a Alemanha tem 96, o que limita a discussão, afirma.

Segundo a candidata, apesar de Portugal ter “muito potencial”, carece de produção em diversas áreas. Se o país quisesse alterar a situação, os tratados da UE, as quotas de produção e as leis da livre concorrência não lhe dariam permissão, alegou Alma Rivera. O cenário tem como consequência a falta ou existência de emprego e a desvalorização do preço pago pelo trabalho.

Alguns dos problemas focados são comuns a países do sul da Europa. A superação dos contratempos passa por plataformas de entendimento e, no limite, a coligação coloca a hipótese de rompimento dos pressupostos dos tratados. Só com o assumir de “uma rutura” vai ser possível alterar o estado das coisas, no entendimento da candidata da CDU.

A saída do Reino Unido da UE foi outro dos assuntos abordados na entrevista à RUC. Alma Rivera considera que a UE não está muito disponível para que a “opção saída” se generalize a outros países. Apesar de indicar contradições das diversas forças políticas em confronto no processo, a candidata acredita que não se pode resumir a vontade do Reino Unido à generalização de que “toda a gente que se opõe à UE seja de extrema-direita”.

A candidata destacou as políticas seguidas pela UE como uma das fontes do descontentamento que graça na Europa. Alma Rivera, reafirmou o direito dos povos à saída “sem sanções”.

Para a CDU, o quadro legislativo da UE não permite muitas alterações às políticas económicas. Ainda assim, Alma Rivera reconhece que faz diferença quem representa o país nas instituições europeias. Para a candidata Portugal devia começar a preparar a saída da moeda única. A próxima ação de campanha da CDU realiza-se no dia 12 de abril, na Estação Nova. A coligação defende que o terminal ferroviário deve continuar no centro da cidade para trazer gente ao coração da Baixa de Coimbra.

Isabel Simões

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