2/04/19

II Tomada da Bastilha comemora 65 anos

No ano de 1954, 6 estudantes “tomaram de assalto” o Instituto de Coimbra que mais tarde viria a chamar-se Casa dos Lentes. O grupo reclamava a falta de condições do edifício, em que estavam sediados, e pretendiam a construção de uma nova casa para a Associação Académica de Coimbra (AAC).

Dos 6 elementos apenas um resiste à passagem do tempo. Polybio Serra e Silva, de 90 anos, é o único sobrevivente. O ex professor da Universidade de Coimbra (UC), em entrevista à RUC, explica que o aumento das responsabilidades da AAC e falta de espaço motivaram a revolta dos estudantes.

O grupo de estudantes arrombou a porta traseira do Instituto de Coimbra, elevou uma capa no local onde se encontrava uma bandeira e na porta colocou uma cartolina que dizia propriedade da Associação Académica, de modo assinalar a tomada do edifício, como recorda o professor.

O Reitor da UC na altura, Maximino Correia, depois de muita persistência dos estudantes, acabou por ceder à causa e prometeu a construção de uma nova casa para a AAC, como explica Polybio Serra e Silva.

Alguns membros que participaram na ocupação do Instituto de Coimbra dirigiram-se a Lisboa, ao Palácio de São Bento, para reunir com o Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, que deu um sim à construção da Associação Académica.

No entender do professor, a Tomada da Bastilha foi um fator de desenvolvimento para a academia.

Polybio Serra e Silva considera que a Tomada da Bastilha é um marco histórico para AAC e deve ser relembrado pelos estudantes.

Pedro Teixeira da Silva

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