29/03/19

Teatrão começa a celebrar 25 anos com estreia de Richard’s

Fotografia: Teatrão | Carlos Gomes

A nova produção d’ O Teatrão recria a obra Ricardo III de William Shakespeare. Jorge Louraço Figueira e Marco Antonio Rodrigues trabalharam a dramaturgia da peça. Richard´s tem estreia marcada para dia 4 de abril às 21h 30 na Oficina Municipal do Teatro.

Na quarta-feira, dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, a RUC foi espreitar o ensaio aberto. A música que Victor Torpedo concebeu para o espetáculo foi um convite à permanência do público.

O jogo de poder que o clássico de Shakespeare encerra é interpretado pelas quatro atrizes, Cláudia Carvalho, Isabel Craveiro, Margarida Sousa e Mónica Cadete, de forma a trazer-nos para a realidade atual, conta Marco António Rodrigues dramaturgo e encenador da obra.

Tudo se desenrola em torno do apuramento dos crimes cometidos por Ricardo III tutor do sobrinho Eduardo que desapareceu de forma misteriosa aos 12 anos. O fato permitiu a Ricardo ascender ao trono de Inglaterra. A Justiça é uma das personagens centrais da peça.

A celebrar 25 anos de vida o Teatrão passou por momentos de aperto financeiro. O último significou “quatro anos de travessia no deserto”, por diminuição do financiamento pelo governo central através da Direção-Geral das Artes (DGArtes), de 2014 a 2018. No último concurso a companhia acabou por receber apoio, depois de protesto por não terem sido incluídos na primeira lista de resultados. Agora, com apoio a quatro anos, só voltam a concorrer à contribuição da DGArtes em 2021.

A Diretora artística, Isabel Craveiro destaca algumas das fases mais difíceis da companhia.

O Teatrão foi fundado em 1994 por Manuel Guerra. Nasceu como companhia de produção para a infância, primeiro no São Teotónio e depois no Museu dos Transportes, onde começou com produções para todas as idades. Por fim, a companhia assumiu a gestão da Oficina Municipal do Teatro.

O projecto Artéria, um dos vários que a companhia desenvolve, agrega estruturas de comunidades da Região Centro: Coimbra, Figueira da Foz, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Belmonte, Nazaré e Tomar. A rede Artéria é financiada pelo Portugal 2020. Isabel Craveiro fez um balanço “muitíssimo positivo” do Artéria e revelou que os resultados obtidos apontam para a possibilidade de um novo ciclo.

Em maio a companhia estreia no Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), no Porto, o texto do argentino Maurício Kartun, Ala de Criados. Em outubro, estreia em Palmela, a co-produção com o Bando de Guarda-Chuvas, a partir do livro com o mesmo nome do escritor Afonso Cruz.

Isabel Simões

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