28/03/19

“A educação não é só para meninos”: DG/AAC partilha preocupações mas defende o seu papel na luta

A Rádio Universidade de Coimbra falou ontem com a Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) sobre a existência do manifesto “A educação não é só para meninos” e sobre o estudante que, além de ter colocado o documento a circular, iniciou uma greve. O estudante está desde segunda-feira em frente da fachada da Faculdade de Letras durante os período de aulas e afirma querer que a greve seja abraçada por mais colegas: todos aqueles que se revejam no texto do manifesto.

O presidente da DG/AAC comentou a situação e afirmou que partilha das preocupações escritas no manifesto sobre os constrangimentos económicos que impossibilitam os estudos de muitos colegas. No entanto, defende em absoluto o papel desempenhado ao longo dos últimos 25 anos pela AAC.

A entrevista completa ao presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra fica disponível aqui, partida em três partes.

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Na entrevista, Daniel Azenha começa por deixar claro que a DG não foi contactada pelo estudante sobre este assunto e manifestou tristeza por ver o nome AAC associado a uma acusação de inatividade na luta por um sistema educativo livre, gratuito e igualitário. O presidente defendeu que a AAC tem sido forte na luta e que ao longo dos anos tem feito ações contra aquilo que são as barreiras económicas no acesso à educação. Daniel Azenha considerou que o protesto é legítimo, manifestou intenção de entrar em contacto com o estudante e não respondeu à acusação de que a AAC deixou de ser “um centro representativo dos estudantes” para passar a ser um “estágio para jovens partidários liberais”.

André Jerónimo

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