25/03/19

José Manuel Silva: “A Câmara de Coimbra não tem uma estratégia para a Baixa”

A edição do Alvorada de hoje contou com o comentário do vereador da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e líder do movimento Somos Coimbra, José Manuel Silva.

A revitalização da Baixa de Coimbra é uma das prioridades do vereador. José Manuel Silva acusa a “Câmara de não ter uma estratégia” para o espaço da cidade. Na opinião do comentador, a recente notícia de que um edifício no Largo do Romal vai ser reabilitado é positiva. Contudo, é necessário um maior investimento e a CMC deve adquirir mais edifícios e restaurá-los.

Atrair moradores para baixa e aumentar o fluxo de pessoas é uma necessidade clara. José Manuel Silva apresenta algumas ideias nesse sentido: a criação de uma sala de estudo, aproveitar edifícios degradados para residências estudantis depois de reabilitadas e aumentar o número de imóveis para arrendamento a “custos controlados”.

Na agenda do executivo de hoje, dia 25 de março, a CMC colocou a redução dos custos do passe de transporte. Apesar de maiores investimentos estarem a ser feitos nas cidades de Lisboa e Porto, o vereador do movimento Somos Coimbra, José Manuel Silva, considera que a diminuição é “uma medida positiva”.

O representante do movimento vai propor esta tarde que o custo do bilhete comprado no motorista tenha o valor de 1 euro e 50 cêntimos. A redução em dez cêntimos permite agilizar os trocos e diminuir o tempo de espera, afirma.

No âmbito da saúde, o vereador José Manuel Silva destacou a falta de investimentos recorrente no Sistema Nacional de Saúde e no Sistema Integrado de Emergência por parte do governo. Para o político, a falta de recursos fica evidente com a dívida do SNS para com as corporações dos bombeiros, que já chega a 35 mil euros. Ainda assim, e mesmo com demoras nos atendimentos médicos, o presidente do INEM, Luís Meira, afirmou há pouco tempo em palestra na Universidade de Coimbra que os bombeiros não teriam capacidade de realizar apoio diferencial aos doentes em transporte e, por isso, as pessoas deveriam optar por ligar ao 112.

Mais formação e mais médicos no terreno, aliados a mais recursos, podem ser a solução, afirma o vereador.

Em relação às demoras no atendimento, destaca-se o dado de que apenas cerca de 10 por cento das chamadas recebidas pelo INEM são urgências reais. Quanto a isto, José Manuel Silva defende que devem ser implementados mecanismos para identificar as chamadas recebidas, além da necessidade de educar a população na área da saúde.

Durante o Alvorada desta segunda-feira houve também espaço para comentários do vereador sobre assuntos internacionais, como o Brexit e o desastre em Moçambique. Ouvimos ainda a rubrica Foyer com a programação semanal do Teatro Académico Gil Vicente, por Lucas Fidalgo.

Bibiana Garcez, Catarina Félix e Pedro Teixeira da Silva

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