22/03/19

Moçambique: também pode ajudar a partir de Coimbra

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué, provocou 557 vítimas mortais desde o dia 14 de março. Segundo os dados mais recentes, contam-se 280 mortes em Moçambique. A situação no país preocupa a comunidade portuguesa que aí reside. A LUSA acompanhou hoje uma reunião com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, em Moçambique. Durante a reunião, Joaquim Vaz foi uma das pessoas a manifestar insatisfação com o serviço do Consulado Português. O empresário afirmou que os cidadãos não recebem a ajuda e a atenção que necessitam.

Joaquim Vaz acredita ainda que a falta de preocupação com os desfavorecidos vai originar consequências drásticas.

Carla Alfredo, portuguesa residente em Moçambique, relatou à LUSA que a falta de meios de comunicação prejudica as famílias afetadas pelo ciclone.

Mediante as preocupações dos portugueses em Moçambique, o secretário de Estado José Luís Carneiro garante que as equipas portuguesas vão ajudar a atenuar a tragédia causada.

O que mais preocupa as autoridades de saúde moçambicanas no pós ciclone Idai são as doenças contagiosas. A cólera e a malária podem encontrar-se em fase de incubação, admite o especialista de emergência e redução de riscos de desastres da UNICEF, Cláudio Julaia. Também a subnutrição das crianças preocupa o responsável.

Outra preocupação passa pelas condições de educação e higiene que se vivem nas escolas que estão a servir de abrigo aos desalojados. Em declarações à agência Lusa, Cláudio Julaia fala da necessidade de criar infraestruturas.

Para ajudar a UNICEF pode fazê-lo de forma rápida no Mbway, no Website da UNICEF, através de depósio bancário ou através do correio. Todos os detalhes estão disponíveis no website da UNICEF.

A comunidade internacional está solidária com a catástrofe. Em Portugal, há várias organizações a recolher donativos. A Delegação de Coimbra da Cruz Vermelha Portuguesa conversou com a RUC. Este organismo vai ter um papel importante na ajuda a Moçambique. O coordenar Nacional de Emergência da Cruz Vermelha, Carlos Teixeira, conta que Coimbra vai fazer parte de uma missão rumo ao país.

Para já, só são aceites donativos em dinheiro, afirma Carlos Teixeira.

Os dados bancários para fazer donativos podem ser consultados no site da organização.

Ainda em território nacional, e também em Coimbra, os donativos podem ser feitos a partir de segunda-feira, nas lojas oficiais dos CTT. Aqui, recebe-se todo o tipo de vestuário que vai ser enviado para Moçambique. O diretor de marca e comunicação dos CTT Coimbra, Miguel Salema, explica como é que é possível ajudar em 538 lojas no continente e ilhas.

Ficam de fora os postos do correio e lojas parceiras. A loja da Avenida Fernão de Magalhães, por exemplo, vai receber os donativos a partir da próxima semana.

O Sport Lisboa e Benfica também ajuda, mas não só na capital. As Casas do Benfica de norte a sul do país juntaram-se para recolher donativos. A RUC esteve à conversa com Nuno Rocha, responsável da Casa do Benfica em Coimbra, que contou como se associaram à onda de solidariedade.

A campanha começou ontem. Todas as Casas do Benfica em Portugal estão a receber donativos até ao final do mês de março, em forma de alimentos não perecíveis.

A Cáritas está também a aceitar donativos, mas apenas em dinheiro. A resposta da Cáritas a situações de emergência internacional é feita através do Fundo de Emergências Internacionais e o NIB está disponível no site da organização.

Também a Câmara Municipal de Coimbra promove a própria ação de solidariedade. Na Casa Municipal da Proteção Civil é possível deixar alimentos e outros bens de primeira necessidade. Os donativos podem incluir produtos para o tratamento de água e produtos de higiene e limpeza, algumas das necessidades imediatas no país.

Camila Vidal, Cátia Soares, Sofia Santos e Tiago Oliva

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