15/03/19

Rastreio ao cancro do intestino para todos em 2020

O rastreio ao cancro do intestino deve estar em funcionamento em todo o país no próximo ano. A promessa é do diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda. O responsável afirmou hoje, em declarações à Agência Lusa, que a cobertura populacional do rastreio está a aumentar em Portugal.

O alargamento mais significativo está a decorrer na região Norte. Aí é organizado pelos cuidados de saúde primários, através das Administrações Regionais de Saúde (ARS).

Nuno Miranda diz que o rastreio coloca “problemas logísticos complicados”, principalmente nos casos em que o resultado é positivo, visto que as pessoas têm de continuar a ser seguidas com atenção. As condições para a realização de colonoscopias preocupam o médico.

Desde 2010, o governo diz garantir o acesso de toda a população ao rastreio ao cancro do intestino. Mas o presidente da Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo (Europacolon Portugal), Vítor Neves, criticou os atrasos na implementação do exame.

Vítor Neves lamenta que o objetivo de chegar a todos não seja cumprido e refere ter conhecimento de que não estão a ser enviadas convocatórias para repetição dos rastreios feitos há dois anos.

O presidente da associação aponta que a falta de serviços de gastroenterologia, a fraca resposta do Serviço Nacional de Saúde e as assimetrias regionais contribuem para o “flagelo nacional” que é o cancro do intestino.

Vítor Neves revelou ainda que o cancro do intestino mata 12 pessoas por dia em Portugal e que muitas destas mortes podiam ser evitadas com um diagnóstico precoce da doença. O oncologista explicou que o cancro do intestino quando detetado atempadamente tem uma taxa de cura de 93%.

Sara Santos Pinto

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