11/03/19

“Nós por elas” contra a violência doméstica

Foto por Pedro Figueira

“Nós por Elas” foi o mote para a manifestação que decorreu no passado sábado, dia 9 de março, em Coimbra. Cerca de 200 homens e mulheres uniram-se na luta contra a violência doméstica.

Os manifestantes começaram a juntar-se no Jardim da Sereia com cartazes, faixas e um caixão em representação das vítimas.
“Amor não é posse” e “Amor não mata” foram algumas das frases escritas nos cartazes. O grupo de cidadãos caminhou em silêncio e terminou com
513 flores atiradas ao rio no Parque Verde do Mondego em homenagem às mulheres que morreram vítimas de violência doméstica, nos últimos anos, em Portugal.

Maria José Carrilho, psicóloga e organizadora da marcha, afirma que são necessárias mudanças sociais drásticas. Mas reconhece que as autoridades têm vindo a dar mais importância a casos de violência doméstica, nos últimos anos.

O protesto relembrou também os homens vítimas da mesma violência que, desde do início do ano, já tirou a vida a 12 mulheres. Maria José Carrilho diz que a violência é tanto sobre homens como sobre mulheres e questiona-se acerca da falta de estatísticas acerca das mortes de homens em circunstâncias de violência doméstica.


A proteção das vítimas continua a ser pouco eficaz por parte do Estado e por outras entidades e mostra-se insuficiente, salienta a organizadora da manifestação.

Carina Gomes, vereadora da cultura de Coimbra, marcou presença na manifestação para mostrar, publicamente, a posição acerca do movimento contra a violência doméstica.

Durante o fim-de-semana foram organizadas marchas e protestos, em várias cidades do país para relembrar todas as vítimas de violência doméstica.

Ana Rita Coelho e Inês Morais

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