6/03/19

Incêndio obriga à evacuação da Faculdade de Medicina do Polo I

Um pequeno incêndio num dos quadros elétricos localizado no terceiro piso do edifício da FMUC no Polo I, obrigou à evacuação das instalações por precaução. A chuva que caiu durante a noite provocou infiltrações e um curto-circuito, as labaredas e o fumo intenso levaram à intervenção dos bombeiros e da polícia.

Foto: Notícias UC

Hoje de manhã os utilizadores do edifício da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) no Polo I passaram por um sobressalto. Um pequeno incêndio num dos quadros elétricos no espaço do Instituto de Microbiologia da FMUC, alojado no terceiro piso do edifício, começou e terminou passado pouco tempo, mas não sem antes haver intervenção dos bombeiros e da polícia. Por precaução, as instalações foram mesmo evacuadas até que estivessem reunidas as condições de segurança para que os funcionários, professores e alunos pudessem retomar as atividades diárias. Ao final da manhã, quase tudo estava de regresso à normalidade.

A Rádio Universidade de Coimbra (RUC) acompanhou em direto o desenrolar da situação durante o programa Alvorada e falou com o Sub-Chefe Principal dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, João Patriarca, que descreveu a ocorrência para a qual foram chamados.

Sem que o incêndio propriamente dito fosse motivo de preocupações maiores, o foco das autoridades passou por identificar as causas do fogo. De acordo com João Patriarca tudo começou com um quadro elétrico que não resistiu à forte precipitação sentida ao longo da noite.

O elemento dos Bombeiros Sapadores de Coimbra adiantou ainda que já estava em desenvolvimento uma avaliação sobre as condições do local, por parte dos serviços internos da instituição.

Ao início da tarde a diretora do Instituto de Microbiologia da FMUC, Teresa Gonçalves, confirmou à rádio que o pequeno foco de incêndio foi resultado um curto-circuito provocado pela chuva das horas anteriores. A investigadora contou que chegou ao terceiro piso do edifício por volta das nove horas da manhã, quando o fogo já tinha sido detetado por um estudante e comunicado aos bombeiros por uma funcionária.

Teresa Gonçalves afirma que foi verificar a situação assim que chegou ao edifício e depois recebeu os bombeiros no local a quem explicou brevemente a situação. Os funcionários do Serviço de Gestão do Edificado, Segurança e Ambiente (SGESA) dirigiram-se ao local assim que os bombeiros deram permissão para a continuidade das atividades dentro do edifício. Teresa Gonçalves indicou que ao fim da manhã a Universidade já tinha chamado um eletricista para efetuar reparações e começar a trabalhar as medidas de prevenção e identificação de pontos de risco.

Este episódio não teve consequências para os equipamentos laboratoriais. A diretora do Instituto de Microbiologia afirma que uma das razões para isso são as precauções habituais que o instituto já toma no dia-a-dia com o fim de prevenir lamentos maiores.

Hoje de manhã, num outro corredor do mesmo piso do edifício, foi possível observar em três pontos diferentes, água a escorrer pelas paredes. Teresa Gonçalves afirma que também essa situação foi provocada pela água que entrou pelo sótão mas não esteve relacionado com o quadro elétrico que ardeu. Ao longo dos 18 anos em que frequentou o instituto já viu vários episódios com consequências pontuais para a própria investigação.

Nos últimos anos, além da drenagem das águas pluviais, o edifício já sofreu outros problemas com, por exemplo, escoamento de esgotos. O Serviço de Gestão do Edificado, Segurança e Ambiente (SGESA) indicou que para já não vai falar à comunicação social sobre a ocorrência e as consequências. O inicio de funções da equipa reitoral é apresentado como motivo pela UC para não prestar declarações de momento.

André Jerónimo e Tomás Cunha
(atualizada – 23:00)

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