5/02/19

Venezuela foi tema central do primeiro debate às Europeias

O Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra foi o palco para o primeiro debate das Europeias organizado pela TSF. Estiveram presentes 6 eurodeputados: Francisco Assis (PS), João Ferreira (CDU), José Manuel Fernandes (PSD), Marisa Matias (BE), Nuno Melo (CDS-PP) e António Marinho e Pinto (independente). O debate teve como tema principal a atual situação da Venezuela. Os seis eurodeputados não têm uma opinião consensual acerca de Nicolas Maduro e da posição que a União Europeia deve tomar.
José Manuel Fernandes (PSD) votou a favor do reconhecimento de Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela e justifica que “não podemos achar que há bons e maus ditadores, os ditadores são ditadores quer sejam de direita ou de esquerda” e acrescenta que na Venezuela se vive uma “situação de emergência humanitária”.

O eurodeputado Francisco Assis do Partido Socialista votou também a favor do reconhecimento de Juan Guaidó como presidente legítimo. Apesar de reconhecer que teve dúvidas na decisão, afirma que Nicolas Maduro “é um criminoso político” e que o regime conduziu a Venezuela para uma “catástrofe”.

Dos 3 eurodeputados que votaram a favor, o eurodeputado centralista, Nuno Melo, explica a sua posição e afirma que “o que está em causa é quem defende regimes totalitários ou a democracia”. Sobre a situação social na Venezuela salienta os 400 mil portugueses que estão no país que são testemunhos da pobreza e da fome, consequência do regime comunista de Maduro.

João Ferreira (CDU), Marisa Matias (BE) e Marinho Pinto foram os três eurodeputados que votaram contra o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Apesar disso, durante o debate mostraram diferentes razões.

O eurodeputado, João Ferreira, afirma que a posição tomada pelo Parlamento Europeu e pelo Parlamento Português vai contra o “Direito Internacional” e que esta “decisão fecha portas ao diálogo” com governos latino-americanos, como o do México e Uruguai.

O voto de Marisa Matias contra prende-se com o facto de não considerar legítimo em democracia o reconhecimento de Guaidó como presidente legítimo da Venezuela. “Não se pode corrigir um desastre com uma asneira”, afirma.

Na mesma posição, Marinho Pinto sublinha que o Parlamento Europeu deve promover a “paz interna” na Venezuela, uma vez que a União Europeia está fragmentada e há países envolvidos com interesses políticos e económicos.

No final da sessão de debate os eurodeputados candidatos, Marisa Matias, Nuno Melo, Francisco Assis, João Ferreira e Marinho Pinto mostraram algumas das propostas e razões para se recandidatarem ao Parlamento Europeu.

Inês Morais

1
15
20
0
GMT
GMT
+0000
2019-06-24T15:20:34+00:00
Mon, 24 Jun 2019 15:20:34 +0000