17/01/19

CAPC convida povo e artistas para celebrar a Arte e a Vida

Na rua Castro Matoso, sede do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), a azáfama era grande esta manhã, com os artistas a colocarem as suas obras, em paredes e cantos inusitados. O CAPC está a assinalar sessenta anos de vida, hoje, dia 17 de janeiro, celebrou o nascimento da Arte.

A RUC esteve à conversa com o diretor do CAPC, Carlos Antunes, com coordenadora do Esfera CAPC, Joana Monteiro e com Sebastião Casanova, um dos jovens artistas com uma obra na exposição. A partir das seis da tarde sintam-se todos convidados, disse-nos Joana Monteiro.

“Hoje vamos Celebrar a Arte que é celebrar a vida” começou por nos dizer Carlos Antunes para quem a festa começou logo de manhã, a partir do momento em que foi pendurado na frente da sede do Círculo, o cartaz “Hoje aqui, Aniversário da Arte”.

A invenção de Robert Filliou de celebrar a Arte foi seguida no CAPC em 1974 assim como em “Berlim por ventura no Canadá e noutros sítios” escrevia Ernesto de Sousa nesse ano numa carta em que espicaçava os de então a celebrarem para que “Arte e Vida” se confundissem. Em 2019 o convite repetiu-se mais uma vez, a 1.000.056.ª aconteceu.

O que é fundamental nesta festa é “a presença das pessoas a partir do pretexto da Arte”, afirmou Carlos Antunes.


Em dezembro o CAPC lançou uma ‘Open Call’ a que responderam vários artistas que foram convidados a participar numa discussão coletiva em dois momentos. Dos encontros resultaram o programa da Festa da Arte e uma exposição. Carlos Antunes conta que o júri – António Olaio, Joana Monteiro, Jorge Neves e José Miguel Pereira – não excluiu ninguém.


A coordenadora do Esfera CAPC, Joana Monteiro conta que faz parte do dia de hoje a colaboração com os alunos da Escola Secundária de José Falcão. Vão elaborar um jogo.


Durante a programação vão acontecer várias atividades: performance, instalações e concertos. Joana Monteiro referiu alguns dos nomes.

A entrevista a Carlos Antunes e a Joana Monteiro



A exposição “No dia seguinte está o agora” que Nuno Sousa Vieira e Cristina Mateus conceberam para celebrar os 60 anos do CAPC acolhe agora obras de jovens artistas



Sebastião Casanova, um dos jovens artistas com uma obra na exposição trabalha o tema da memória de forma recorrente através da imagem. A peça que trouxe evoca a memória de um passado muito português.




“Sessenta anos não se fazem duas vezes e resolvi meter-me ao caminho porque tenho muito apreço por aquilo que se faz aqui”


Emílio Rui Vilar, um dos fundadores do CAPC visitou a sede durante a tarde. À conversa com a RUC e com o correspondente do jornal Público em Coimbra contou ter vindo “para trazer uma palavra de estímulo”. Fundador do CAPC em 1958 com mais três colegas estudantes, Rui Vilar elucidou que o Círculo nasceu para “dar uma oportunidade aos estudantes, numa altura em que não havia ensino artístico em Coimbra”. A ideia começou a ser congeminada, quando Rui Vilar fez parte do Conselho Cultural da Associação Académica de Coimbra e se realizou uma exposição durante a Queima das Fitas. Pode ouvir a conversa na íntegra aqui:





Isabel Simões

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