11/01/19

Alexandre Amado elege como legados: luta anti-fundação da UC, os EUG 2018 e a diminuição da propina

Terminam dois anos de Alexandre Amado à frente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC). O presidente cessante da Académica termina na próxima segunda-feira o segundo mandato à frente dos comandos da maior associação de estudantes do país.

O ainda presidente da AAC esteve no programa Alvorada de hoje (11) e fez um balanço do trabalho efetuado entre 2017 e o início de 2019.

Um dos cavalos de batalha dos dois mandatos de Alexandre Amado foi a luta contra a passagem da Universidade de Coimbra a fundação. Em abril de 2017, os estudantes aprovaram em Assembleia Magna, uma moção de rejeição da passagem da Universidade de Coimbra a fundação, exigindo na altura uma revisão do atual Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES).

A luta estudantil culminou com o chumbo da passagem da universidade a regime fundacional pelo Conselho Geral da Universidade de Coimbra (UC). Alexandre Amado classificou a tomada de posição anti-fundação do reitor da UC, João Gabriel Silva, em junho de 2018, como o ponto mais importante em relação à luta do regime fundacional.

Quer a Queima das Fitas quer a Latada, foram alvo de alterações estruturais por parte da DG/AAC. Alexandre Amado rotulou as mudanças efetuadas na estrutura organizativa da festa académica como o maior “contributo interno” da atual DG para o futuro da Académica.

Além das mudanças estruturais efetuadas na Queima das Fitas, Alexandre Amado salientou o fim de algumas práticas antigas como um dos destaques da sua direção. A redistribuição de verbas oriundas dos patrocínios foi uma prioridade para não prejudicar as contas da Direção-Geral, como vinha a acontecer.

Os Jogos Europeus Universitários (EUG 2018) deixaram uma cara nova no Estádio Universitário e mostraram o que a AAC, a UC e a cidade são capazes de realizar. Alexandre Amado deixa como desafios para o médio prazo, a realização das Universíadas e a afirmação dos Jogos Universidade de Coimbra.

Os EUG 2018, as obras no Pavilhão Jorge Anjinho, embora muito afetado pela tempestade Leslie, foram vitórias assinaladas por Alexandre Amado. A questão das propinas fica “em aberto”, após a decisão da Assembleia da República de diminuir as propinas em cerca de 200 euros. Há mais de 25 anos que as mesmas não sofriam alterações desta natureza, lembrou.

As propinas têm sido uma das fontes de receita das Instituições de Ensino Superior (IES). Têm surgido vozes críticas que chamam a atenção para as dificuldades que as IES podem vir a sentir em termos financeiros. Alexandre Amado reitera que não se pretende “desfalcar” as universidades desse orçamento. A ideia é que o Orçamento do Estado compense as instituições dos valores que receberiam da propina.

Na abertura da Convenção Nacional do Ensino Superior, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, admitiu o fim das propinas nas licenciaturas no prazo de uma década. Apesar da tomada de posição contra as propinas por parte do ministro, Alexandre Amado recorda a má relação entre a Académica e a tutela ao longo dos seus dois mandatos à frente da AAC.

Alexandre Amado, aluno da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) deixa os comandos da Direção-Geral da AAC a partir da próxima segunda-feira. A tomada de posse dos Órgãos Dirigentes da AAC está agendada para dia 14 de janeiro no Auditório da FDUC.

Tomás Cunha

Pode ouvir a entrevista na íntegra aqui.


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Mon, 25 Mar 2019 13:58:24 +0000