8/01/19

José Dias: “A ação social escolar não pode ser apenas um apoio de sobrevivência”

O comentário à atualidade noticiosa no Alvorada de hoje (8) esteve a cargo de José Dias, antigo presidente da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), membro da Divisão de Inovação e Transferência do Saber (DITS) da Universidade de Coimbra e deputado municipal pelo Partido Socialista (PS).

Na abertura da Convenção Nacional do Ensino Superior, ontem, em Lisboa, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, admitiu o fim das propinas nas licenciaturas no prazo de uma década. José Dias recordou que essa foi uma proposta que havia já realizado no seu percurso de dirigente associativo estudantil. O comentador refere que esta proposta não estava no programa de governo e louva que o executivo tenha mudado a sua posição sobre o tema.

O governo quer aumentar em 2019 a oferta de alojamento barato para estudantes, permitindo que as universidades possam construir e renovar residências, mas também arrendar casas vazias de privados e entidades públicas. José Dias considera a medida positiva. O comentador diz que o aumento previsto é o maior em 20 anos, mas insuficiente. Para o antigo dirigente associativo, a ação social escolar deve criar condições para que os estudantes universitários tenham uma vivência plena durante o seu percurso académico.

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, telefonou a Cristina Ferreira para, em direto no seu programa de estreia, lhe desejar felicidades. Para José Dias, a forma afetuosa e próxima de fazer política de Marcelo Rebelo de Sousa é normalmente positiva. Neste caso, o comentador diz que Marcelo ultrapassou uma “linha vermelha para o populismo”, o que “não foi positivo para a democracia”.

O comentário pode ser ouvido na totalidade aqui.

António Calheiros

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