7/01/19

Impacto negativo de plantações de eucaliptos alvo de estudo pela FCTUC

FCTUC divulga estudo internacional sobre o impacto das plantações de eucaliptos nos ribeiros.Verónica Ferreira, investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) liderou a investigação acerca do impacto das plantações de eucaliptos no funcionamento dos ribeiros em diferentes regiões do mundo. O estudo decorreu durante 2014 e 2015 em sete regiões diferentes do globo.

Em entrevista à RUC, a investigadora explica que o clima, o solo e a vegetação nativa foram alguma variantes em consideração no estudo.

O estudo dos efeitos das plantações de eucaliptos nos ribeiros tem sido feito, principalmente, na Península Ibérica por ser uma vegetação mais comum. Para se obterem resultados mais precisos, o estudo foi alargado a outras zonas do globo com clima, solo e vegetação diferentes, como explica a investigadora.

As conclusões do estudo vieram comprovar as investigações que foram feitas ao longo dos anos na Península Ibérica.

Verónica Ferreira declara que nas regiões temperadas, como Portugal e Espanha, a plantação de eucaliptos até às margens das linhas de água têm um impacto negativo na comunidade aquática.

Apesar da investigação ser anterior à catástrofe dos incêndios em Portugal, a investigadora explica que a reflorestação deve ser feita com vegetação nativa, como castanheiros, amieiros e salgueiro e que se deve evitar a plantação de eucaliptos próximo de linhas de água. Uma vez que o eucalipto é uma planta que necessita de um grande quantidade de água pode levar à seca de pequenos ribeiros nas épocas mais quentes.

Um dos objetivos da divulgação da investigação internacional é que possa ser utilizado nos estudos de gestão florestal nacional. Verónica Ferreira afirma que deve existir um esforço para a manutenção da florestação de plantas como o salgueiro ou amieiro nas margens dos rios para que o impacto dos eucaliptos seja menor.

Na investigação estiveram envolvidas também Universidades de Espanha, Brasil, Uruguai e Quénia.

Inês Morais

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