4/01/19

APPACDM de Coimbra celebra 50 anos de afetos e UTOPIAS

O programa desenhado para celebrar os cinquenta anos da Associação Portuguesa de Pais e Amigos das Crianças Deficientes Mentais (APPACDM de Coimbra) convida-nos a comungar dos valores e utopias da instituição e a debater “a cidade como meio de inclusão”.

Nascida em 1979 a associação tem como missão conseguir que cada pessoa com deficiência mental ou em situação de exclusão possa atingir a plenitude do seu desenvolvimento. Arganil, Coimbra, Cantanhede e Montemor-o-Velho são concelhos onde está presente a APPACDM de Coimbra.

De 12 de janeiro até dia 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência,o aniversário vai celebrar-se todos os meses, pelo menos uma vez, de forma a criar “ondas de mudança” na sociedade. O anúncio da programação aconteceu ontem em conferência de imprensa. As palavras pertencem à presidente da APPACDM de Coimbra, Helena Albuquerque.

Do programa constam colóquios, mesas redondas, um jogo de futebol com o Organismo Autónomo de Futebol da Associação Académica de Coimbra, dois congressos e um jantar na Quinta das Lágrimas, entre outras iniciativas que prometem surpreender.

A gala, habitual de dois em dois anos, assinala a 16 de maio, os cinquenta anos da ida do homem à lua em 1969 com a Apolo 11. Com o lema “quebrar barreiras e preconceitos” elementos dos vários Centros de Atividades Ocupacionais estreiam nesse dia um espetáculo que promete representação, música e dança. Depois vai em digressão nacional.

“UTOPIAS” dá início às celebrações a 12 de janeiro no Teatro Académico de Gil Vicente, uma sessão de abertura em que não se vai falar de “deficiências”. O convite foi dirigido a sete personalidades com trabalho relevante em diferentes áreas da sociedade como o empreendedorismo, cultura, turismo, ciência, literatura e ecologia.

Como convidados: a diretora da Rede de Escolas de Hotelaria e Turismo em Portugal, Ana Paula Santos, o docente da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais, o ex-reitor da UC, Fernando Seabra Santos, a escritora Lurdes Breda, José Redondo da empresa Licor Beirão, a jornalista Diana Andringa e o locutor da BBC Vida Selvagem, Eduardo Rêgo. Helena Albuquerque explica a razão da escolha do tema “UTOPIAS”.

Se houve um tempo em que a sociedade permitia que os cidadãos deficientes mentais fossem escondidos, a evolução dos tempos e da medicina permitiu que de crianças chegassem a adultos. Com a ajuda de instituições que lhes proporcionam “acompanhamento adequado” desenvolveram as suas capacidades. Presente na conferência de imprensa o presidente da Assembleia Geral da APPACDM de Coimbra, o jornalista, Jorge Castilho, lembrou o que mudou com a presença de instituições como esta.

As receitas da Casa de Chá no Jardim da Sereia, do Centro de Medicina Física e de Reabilitação assim como de instituições que produzem artesanato ou do serviço de ‘catering’ completam o orçamento de cinco milhões de euros. O Estado contribui com cerca de metade. Para além de donativos a sociedade pode apoiar contratando os serviços da instituição, apela Jorge Castilho.

Meio século depois os desafios são grandes: a construção do lar em Arganil aguarda a resposta positiva das instituições do governo central. Quanto às mazelas deixadas pela tempestade Leslie, as obras terminam no final de janeiro mas a Segurança Social ainda não abriu a linha de apoio. Cerca de 60 mil euros é o valor que a APPACDM de Coimbra vai ter de dispor caso não chegue a resposta.

No próximo sábado, dia 12 de janeiro tem lugar a primeira iniciativa: a sessão de abertura da comemoração dos 50 anos da APPACM de Coimbra no Teatro Académico de Gil Vicente, pelas 17 horas. 

Isabel Simões

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