28/12/18

Subfinanciamento das universidades levantado pelo CRUP “não é questão crítica” para tutela

Fotografia do site do Governo

Para o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor a questão do subfinanciamento das universidades levantada pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) não é uma questão crítica. Portugal foi um dos três países europeus que aumentou o financiamento, revelou o ministro à margem da sessão de abertura do GraPE 2018, o 7.º Fórum Anual de Graduados Portugueses no Estrangeiro, que tem lugar em Leça da Palmeira.

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Portugal, Suécia e Noruega foram os únicos três países no contexto europeu que aumentaram o financiamento do ensino superior nos últimos anos”, afirmou Manuel Heitor. Segundo o ministro “entre 2015 e 2019, a dotação orçamental das instituições de ensino superior aumentou 10% e o número de estudantes aumentou 4%”.

Manuel Heitor admitiu ainda assim que, apesar de Portugal ter hoje “as maiores taxas de crescimento, quer na área da ciência, quer do ensino superior” e continuar a crescer, este crescimento não é suficiente. Quando comparado com outros países, Portugal tem um “subfinanciamento crítico” e por essa razão “tem de continuar a crescer”, disse.

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Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior “está a ser cada vez mais fácil crescer”, mas este crescimento tem “uma relação cada vez maior com os empregadores e com aqueles que criam emprego”.

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Para o ministro torna-se necessário que o investimento feito pelo Estado no ensino superior, seja feito “sempre com a ideia que o investimento público tem que alavancar investimento privado e ambos têm que ser orientados para a criação de emprego”.

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Em entrevista ao jornal Público, o presidente do CRUP, António Rendas afirmou que “o financiamento do Estado não é suficiente para o pagamento de salários” nas instituições. Segundo o dirigente as universidades dependem “de receitas próprias, onde as propinas têm um peso bastante significativo”.

Lembramos que o orçamento do Estado de 2019 prevê a diminuição das propinas em cerca de 212 euros para o próximo ano letivo. A reivindicação de “propina zero” é uma das lutas da Associação Académica de Coimbra”.

Quarenta a cinquenta milhões é o valor estimado para repor o valor do abaixamento das propinas.

A avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), pedida pelo Governo no início deste ano, sobre o ensino superior nacional, identificou a necessidade de aumentar em 100 milhões de euros o investimento no setor até 2030, para convergir com a Europa, segundo o presidente do CRUP na entrevista ao jornal Público.

Isabel Simões (com Agência Lusa e jornal Público)

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