21/11/18

CNE aponta chumbo como ferramenta pouco eficaz para educação

O ano letivo de 2016/2017 teve o menor valor de chumbos da última década, quem o diz é o relatório Estado da Educação 2017 do Conselho Nacional de Educação divulgado hoje. No entanto a presidente do CNE, Maria Emília Santos, alerta para o uso excessivo da medida que considera cara e pouco eficaz.

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De acordo com um estudo divulgado hoje pelo CNE no 1.º ciclo, a taxa baixou para os 3%, o que representa uma redução de cerca de 40% relativamente a 2014.

No 2.º e 3.º ciclos, as taxas rondam agora os 5,8% e os 8,5%, respetivamente, o que significa uma redução de cerca de 50% e 60% relativamente a 2013. No entanto a presidente do CNE afirma que este é um problema ainda por resolver.

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O relatório do CNE Estado da Educação 2017 revela que a retenção é uma das principais medidas usadas pelos professores para combater o insucesso escolar e atingir a equidade. É entre os alunos de famílias mais carenciadas que há mais chumbos, assim como esta é uma realidade mais recorrente entre as crianças cujos pais têm menos formação. É também nas regiões do interior que se encontram percentagens mais elevadas de insucesso.
Independentemente das razões para o insucesso, a presidente do CNE alerta para a retenção ser uma medida “socialmente injusta”.

Inês Baptista//Lusa

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