20/11/18

“Ensino Superior para todos: Utopia ou Realidade?” em discussão na FLUC

“Ensino Superior para todos: Utopia ou Realidade?” foi o mote para o debate que decorreu hoje no Teatro Paulo Quintela, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A sessão foi aberta por Marco Cosme, Presidente do Núcleo de Estudantes da Faculdade e começou pelas 16 horas. O moderador do debate foi João Afonso, representante do pelouro da cidadania e solidariedade do Núcleo.

A primeira questão colocada aos quatro oradores convidados abordou a redução das propinas é uma Utopia ou Realidade?

António Nóbrega Azevedo, membro da Comissão Politica da Direção Nacional da Juventude Comunista Portuguesa (JCP) foi o primeiro interveniente. Com uma visão de que a propina ainda não é uma realidade, em Portugal. Porém, afirma que os movimentos estudantis e as instituições de Ensino Superior devem continuar a lutar para que se torne uma realidade para todos os estudantes, nos próximos anos.

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Luís Monteiro, deputado do Bloco Esquerdo na Assembleia da República, quanto à questão colocada pelo moderador afirma que a redução de propinas representa uma “vitória simbólica” em resposta aos discursos de vários partidos e governos de que o Ensino Superior tem que ser financiado pelo estudante.

Acrescenta ainda que a discussão para a redução da propina levou a que os partidos tomassem uma posição política acerca desta problemática que ao longo dos anos foi evitada.

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O movimento estudantil organizado para a luta da propina zero defendido pela Associação Académica de Coimbra ao longo dos anos teve um grande peso na decisão da redução das propinas para o próximo ano letivo.

José Dias, Presidente da Juventude socialista de Coimbra (JS), foi o terceiro interveniente no debate e lembra que existe um pacto entre as instituições de ensino superior e o Estado de que o financiamento não deve ser reduzido apesar da descida do valor da propina.Trouxe também ao debate a questão sobre as dicotomias regionais em Portugal no financiamento do Ensino Superior.

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Francisco Mota, representante da Juventude Popular, rompe com a linha de pensamento do debate da luta da propina zero. A juventude popular é a favor da propina, sendo que com a eliminação da propina vai trazer problemáticas maiores ao ensino superior e estudantes. Defendem em primeiro lugar que a ajuda social e o aumento das bolsas de estudos é primordial.

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Para além da redução de propinas, os oradores também procuraram mostrar os pontos de vista políticos acerca da necessidade de requalificar as residências universitárias e discutir se esta proposta de redução da propina, vai levar ao aumento das taxas e emolumentos.

Inês Morais

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