1/10/18

A Comissão Europeia pretende alterar paradigma da relação Europa-África

No discurso do Estado da União, perante o Parlamento Europeu, em 12 de setembro, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, definiu a necessidade de a União Europeia e os seus Estados membros passarem a parceiros do continente africano em vez de meros doadores.

A chefe da representação da Comissão Europeia (CE) em Portugal, Sofia Colares Alves prestou declarações sobre o assunto ao programa Conselho de Segurança da RUC.

Durante o último ano a comissária responsável pelos Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Frederica Mongherini tem colocado muito do seu tempo a encontrar formas que mudem a dinâmica da parceria com África, afirmou a representante da Comissão Europeia.

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A UE e os seus Estados membros são ainda os maiores investidores no continente africano, apesar de a China, a Índia ou o Brasil terem um papel cada vez mais relevante. O plano estratégico da Comissão passa por alterar o paradigma para que a relação da Europa com África deixe de ser caritativa. Investir em infraestruturas e recursos humanos, para além de investimento público, vai necessitar da colaboração de privados, declarou Sofia Colares Alves.

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Nos próximos cinco anos a CE pretende criar condições para mais 10 milhões de empregos em países africanos e que 105 mil estudantes e académicos africanos beneficiem do programa Erasmus +, até final de 2027. As formas de cooperação passam pelo reforço das capacidades dos recursos humanos. Sofia Colares Alves dá exemplos.

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Em termos de segurança, a ideia é conseguir que os africanos tenham condições para se manterem nos seus países e deixem de chegar às portas da Europa depois de uma viagem cheia de riscos e desumanidade, lembrou a representante da CE.

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Em 2017 a cimeira de Abidjan, na Costa do Marfim, Europa e África encontraram-se pela primeira vez num país a Sul do deserto do Saara. As propostas tiveram em conta a juventude do continente Africano em que 60% da população tem menos de 25 anos de idade.

Energia renovável, conectividade dos cidadãos africanos entre si e com o exterior, apoio a micro, pequenas e médias empresas, são algumas das áreas para investimento. A primeira cimeira UE-África, realizou-se em 2000, na cidade do Cairo, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia.

Isabel Simões e Joana Gomes

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