19/09/18

RUC @ Festival FORTE 2018

O Festival Forte em cinco momentos chave

Foto: Festival Forte

É difícil falar acerca do Festival Forte de uma forma imparcial. Em cinco edições, marcámos presença em quatro, e, desde 2015, é um evento crucial na forma como avaliamos e apreciamos a música eletrónica.

Passados quatro anos e atuações marcantes de nomes como Front 242, Vatican Shadow, Ancient Methods, Silent Servant, Orphx ou Phase Fatale, a organização do Festival Forte apresentou-nos mais uma vez um cartaz rico e inovador.

A lista de artistas que nos levou novamente ao castelo de  Montemor-O-Velho neste ano de 2018 era extensa, por isso, decidimos resumir a nossa experiência em cinco atuações fulcrais.

30 de agosto de 2018

Umwelt

O DJ e produtor francês era, desde início,  e acabou por consolidar-se como o nosso headliner para a primeira noite de festival. Mais que o muitíssimo aguardado Oscar Mulero, Umwelt desafiou o público a sair do casulo de techno monótono que gira em torno de pequenas flutuações em determinados sons de cada faixa.
A seleção musical passou por temas como “Stranger – Play Some Rave for Me”; “Ethan Fawkes – Let’s Go James (Minimum Syndicat Remix)” ou lançamentos mais recentes como “Tensal – Belga (Umwelt remix??), e resultou em ecos elétricos de sonoridades rave-y combinadas com um electro futurista ao qual o músico oriundo de Lyon já nos havia habituado. Terminara, assim, a primeira grande atuação desta edição do Festival Forte.

31 de agosto de 2018

Anastasia Kristensen

Até à data do festival, nunca antes nos havíamos cruzado com o trabalho de Anastasia Kristensen, o que resultou, portanto, numa agradável surpresa.
Com batidas quebradas, num set quente e rítmico, recheado de temas dançáveis e animados, a artista dinamarquesa, que tocou entre as 00h e as 02h deste segundo dia, foi a grande estrela da noite.
Conseguiu habilmente fugir aos clichés da música techno, elevando o espírito da noite que prometia ser a menos sonoramente diversificada e desafiante.

1 de setembro  de 2018

The Hacker

Segundo e derradeiro artista francês da nossa lista, The Hacker, veterano na cena underground, apresentou-se em formato live, num set cheio de energia com interpretações de alguns dos seus temas mais conhecidos.“Shockwave”, por exemplo, faixa lançada pelo produtor em 2012, fez-se soar nos últimos instantes da sua atuação e levou o público à loucura.
The Hacker tocou entre as 05h e as 06h, e aqueceu formidavelmente o palco para a artista, que, nas duas horas seguintes, faria o melhor set do Festival Forte de 2018, Helena Hauff.

Helena Hauff

Na segunda passagem da artista alemã pelo castelo, Helena Hauff voltou a ser chamada às muralhas, sem mudar no entanto a abordagem aos seus espetáculos: BPMs rápidos; temas pesados; sons fortes, crus e esquizofrénicos são algumas das sensações auditivas que a DJ e produtora de Hamburgo nos proporcionou. Techno industrial, acid, Electronic Body Music, electro ou mesmo breakbeat foram os géneros musicais escolhidos para uma sucessão de passagens refinadas pautadas por uma leitura perfeita do público.

Indubitavelmente, Hauff tem conseguido conquistar lugar no pódio de melhores DJs do mundo, em plateias para todos os gostos e nos quatro cantos do globo.

Durante duas horas, a artista conhecida como “Queen of Darkness”, começou a sua atuação no negro da noite e ao som de temas como “The Mover – Doom Computer”, “Fixmer/ McCarthy – Chemicals” ou ainda “Illektrolab – Overdrive” dando depois lugar ao nascer do sol e fazendo abanar as muralhas milenares de um dos castelos mais antigos de Portugal.

Foto: Resident Advisor

2 de setembro de 2018

Mumdance

Tocou, talvez, no período horário mais difícil – entre as 11h30 e as 13h30 do último dia de atuações, que se avizinhava já longo com o calor abrasador que se materializava na pele suada do público.

Independentemente das condições climatéricas adversas e para uma pista longe de estar cheia como desejável, Mumdance proporcionou o set necessário àquela hora. Quase como que um revival dos anos 90, onde os sons controversos do hoover (sintetizador cujo nome remonta ao som elétrico de um aspirador) e os géneros musicais hard house e hardcore foram predominantes, Mumdance fez os resistentes esquecerem-se do calor durante duas horas.

Texto de Joana Moura Ferreira & João António Sousa

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Sat, 15 Dec 2018 09:01:17 +0000