19/08/18

RUC @ Tradidanças 2018

Foto de Lieve Tobback Fotografia

De 2 a 5 de Agosto de 2018, a Rádio Universidade de Coimbra acompanhou a segunda edição do Festival Tradidanças, que celebra tradições, dança, música e natureza nesta altura do ano pelo segundo ano consecutivo.

Esta iniciativa é apelidada por muita gente como o “verdadeiro Andanças”, dado que foi nesta aldeia de Carvalhais, no concelho de São Pedro do Sul, que se iniciou o popular Festival Andanças.

A organização é assumida pela – Associação Turística e Agrícola da Serra da Arada (ATASA), com o apoio do Município de São Pedro do Sul e da União de Freguesias de Carvalhais e Candal, com colaboração do Município de Vouzela e de Oliveira de Frades, num bom exemplo de envolvimento de entidades públicas na dinamização de evento cultural de significativa relevância.

Foi comum ouvir público referir que volto a este local por recordar com saudade os momentos vividos no referido festival antes da mudança de local e em parte de estrutura organizativa.
Essas memórias sentem-se neste evento em que muitos participantes são fiéis ao sítio original como uma espécie de terra santa destas lides das danças dos povos. 

Foto de Lieve Tobback Fotografia

Com um palco principal (serra), 3 tendas (arada, reguengo e carvalhais) e mais alguns recantos para atividades, o recinto reflete a aposta da organização num evento que evita multidões e que prefere o bem-estar e usufruto da experiência por público de literalmente todas as idades.

Na programação, foi possível desfrutar de atuações de artistas de rua, história contadas à fogueira no espaço lúdico-geracional, viagens pela tradição e pela natureza da região envolvente, concertos e celebrações na igreja, oficinas de expressão artística, de gastronomia (no laboratório da tradição) com recursos locais e de outros saberes, e e até espaço família com formação para pais sobre pós-parto, amamentação e babywearing.

Foram dinamizados também vários debates intitulados de conversas de balneário, onde a tónica geral foi naturalmente o respeito pela natureza / biodiversidade e a sustentabilidade ecológica da agricultura, da indústria, do desporto e do turismo.

É claro que provavelmente os momentos mais aguardados dizem respeito às muitas oficinas de dança e bailes que o cartaz apresentava durante os períodos da tarde, com um menu bastante variado onde podíamos encontrar no roteiro: balcãs, europeias, forró, africanas, galegas, pilates, yoga dance, oigoing, meditação, bollywood, encontros do umbigo, improvisação contacto, jive e cha-cha-chá, entre outros.

Foto de Lieve Tobback Fotografia

À noite era a vez de o público praticar o que aprendeu de dia nos bailes destacando-se as atuações de Nação Vira Lata, Magmell, Malva, Chulada da Ponte Velha, Meiró, Bule-Bule, Orquestra de Foles, ranchos folclóricos da região, entre outros.

Ainda no período noturno, no palco Serra foi realizado um concerto por noite em quatro atuações com a intensidade de verdadeiros cabeças de cartaz pelos Enraizarte, Galadum Galandaia, Terrakota e Torga.

O Tradidanças promete regressar para o ano e manter vivo o espírito das danças neste local de culto para os aficionados e não só, pois de facto o não saber dançar faz parte da magia deste festival com atmosfera familiar e organização descontraída e pontual. Provavelmente até para o ano diz a RUC!

 

Texto de Vasco Otero

Fotos de Lieve Tobback Fotografia

3
14
22
0
GMT
GMT
+0000
2018-09-26T14:22:52+00:00
Wed, 26 Sep 2018 14:22:52 +0000