7/03/18

Precários da UC e Fenprof exigem “regularização” dos vínculos laborais

Docentes, investigadores e não docentes da Universidade de Coimbra (UC) manifestaram-se, ontem, terça-feira, junto à Porta Férrea, para reclamar a aplicação do programa de regularização dos precários na instituição, uma vez que a reitoria não tem dado provimento aos requerimentos apresentados. O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, assinalou os principais motivos para a concentração.

A manifestação que ontem teve lugar na Porta Férrea, “contra a precariedade” e a exigir a “regularização” dos vínculos laborais juntou cerca  de 60 pessoas, entre professores, investigadores e não docentes da UC. Mário Nogueira informou que vai avançar com a realização de concentração à porta da residência oficial do primeiro-ministro.

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O número de precários na Administração Pública foi estimado em cerca de 116 mil pelo Governo, com a estimativa inicial de entrada de novos 50 mil funcionários. No entanto apenas 31 mil requereram a regularização, o que ficou muito aquém do estimado. Mário Nogueira estranha o comportamento da comissão para o Ensino Superior.

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No âmbito do Programa de Regularização de Vínculos Laborais Precários na Administração Pública (PREVPAP) foram entregues na Universidade de Coimbra 414 requerimentos.  De acordo com declarações de Mário Nogueira nenhum dos 200 processos analisados foi deferido.

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À comunicação o secretário-geral da Fenprof assinalou que forçaram a paragem dos trabalhos das comissões para regularização das atas em atraso, para que possam ser desencadeadas outras vias de reivindicação, quer coletivas, quer individuais.

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Para o representante dos trabalhadores é manifesto o não reconhecimento dos trabalhos de investigação realizados pelos trabalhadores precários e o seu contributo para a boa classificação da Universidade de Coimbra, nos rankings internacionais.

Os docentes, investigadores e bolseiros exigem ao Governo e ao Reitor da Universidade de Coimbra a regularização dos vínculos laborais através do programa , através de que aprovaram, por unanimidade.

Carlos Gandarez e Daniela Silva

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