7/02/18

Curador da Bienal Anozero’19 propõe “A terceira margem do rio” para tema

                           Clara Almeida Santos, Carlos Antunes, Agnaldo Farias e Carina Gomes

Do título de um conto do escritor João Guimarães Rosa veio a inspiração para o mote proposto pelo curador da terceira edição da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra Anozero’19, o brasileiro, Agnaldo Farias. Tema e curador foram apresentados hoje à comunicação social da cidade, no Círculo Sereia, no piso 1 da Casa Municipal da Cultura.

O diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), Carlos Antunes, destacou alguns dos momentos altos da carreira de Agnaldo Farias como curador que levaram ao convite.

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A Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra não se esgota no ano em que acontece, o “ano mudo da bienal” (2018), como lhe chamou Clara Almeida Santos, vice-reitora da Universidade de Coimbra (UC), vai ser “um ano marcante de preparação para a terceira edição” em que se vão concretizar várias iniciativas

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Clara Almeida Santos informou que o trabalho de reflexão já realizado por Agnaldo Farias sobre “aquilo que é a bienal” e sobre “o que é a relação da bienal com a inscrição da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia na lista de Património Mundial da UNESCO”, está alinhado com “aquilo que é importante” para a UC.

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A vereadora da cultura da Câmara Municipal de Coimbra, Carina Gomes informou que para além do apoio da CMC se mantém a ligação à entidade regional Turismo Centro de Portugal por via do projeto “Lugares Património Mundial da Região Centro de Portugal” que une Coimbra, Tomar e Batalha. Apontou outras iniciativas em curso para  obtenção de financiamento.

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O curador do Anozero’19, esteve em Coimbra na primeira bienal em 2015 numa conferência intitulada “Fazer uma bienal: o exemplo da Bienal de S. Paulo” proferida na Casa da Escrita. Carina Gomes aproveitou a ocasião para convidar o curador a estabelecer uma residência artística na mesma casa da Rua Doutor João Jacinto e que foi pertença do poeta João José Cochofel.

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Agnaldo Farias, arquiteto, crítico de arte, professor de história da arquitetura e artes plásticas na Universidade de São Paulo, curador da bienal de São Paulo a última vez em 2010 e curador da Bienal de Veneza em representação do Brasil em 2011, hoje, no Círculo Sereia agradeceu o convite e mencionou a importância que no Brasil se dá a Coimbra.

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“A terceira margem do rio” tema da próxima Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra vai dar ao curador a possibilidade de juntar  as artes da pintura e da escultura com outras (i)materialidades de que tanto gosta como a poesia, o cinema ou o som.

Tudo formas que permitem propor a “criação de imagens” para que o público possa descobrir a terceira margem de um rio que tanto pode ser a barca de Caronte que nos leva “ao mundo dos mortos”,  como a epifania cinestésica pela qual passou o compositor e músico brasileiro, Tom Zé, aos dez anos de idade, quando foi até à fonte da sua cidade natal e viu o estendal colorido de roupa das lavadeiras que ao mesmo tempo entoavam canções num tom meio “fanhoso e lindo”.  

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No final de 2019 a arte contemporânea vai passar pelo Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, pelas pontes da cidade, Jardim Botânico da UC, Faculdades da Rua Larga, pelo Edifício Chiado do Museu Municipal e pela Sala da Cidade e quem sabe se pelo Mondego. O Anozero, a bienal que nasceu em 2015 de “uma loucura”, como recordou Carina Gomes, vai agora tentar consolidar-se “no tempo”, em busca de públicos cada vez mais internacionais.

A primeira edição da bienal contou em 2015 com a curadoria de Carlos Antunes, Luís Quintais e Pedro Posada, na segunda edição o curador foi Delfim Sardo. Em todas as edições às instituições parceiras (UC, CMC e CAPC) juntou-se um grupo de voluntários que congregaram esforços para que fosse possível. Com as bienais de arte contemporânea de Coimbra foi possível visitar o interior de lugares “escondidos” da cidade como o Mosteiro de Santa-Clara-a-Nova e os lugares mais e menos inusitados  mostraram obras dos portugueses Rui Chafes, Cabrita Reis, Julião Sarmento, do norte-americano Matt Mullican ou do sul africano William Kentridge, entre muitos outros.

Isabel Simões 

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2018-05-21T01:11:57+00:00
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