25/10/17

“PúblicoxLorca” em estreia mundial no TCSB

O Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB) recebe o coletivo ibero-americano que está em residência artística em Coimbra, a criar sobre o texto O Público de Frederico García Lorca. Escrito pelo poeta espanhol em Cuba, depois de um percurso que o levou numa passagem por Nova Iorque, desencantado que estava com a forma como em Espanha se vivia a arte de palco, a obra do poeta espanhol é passível de múltiplas representações.   

Do encontro entre o diretor espanhol, Matilde Javier Ciria, com a portuguesa, assistente e atriz Rafaela Bidarra, em 2015, no Teatro Nacional da Costa Rica, nasceu a possibilidade de se juntarem mais artistas de Espanha, Portugal, França e Costa Rica. Oriundos de diversas artes cénicas propuseram-se beber no teatro mais clássico e na dança Butoh para nos apresentar uma reflexão, sobre o texto de Frederico García Lorca, que nos leve desde “o real e tangível até ao abstracto”. PublicoxLorca estreia em 16 de novembro, e volta a acontecer a 17 e 18 sempre às 21h30 no TCSB.

A estreia mundial da obra de Lorca é a vigésima de uma companhia externa em 25 anos d’ A Escola da Noite. O produtor da companhia, Pedro Rodrigues, lembra razões para a escolha do coletivo ibero-americano.

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Sediada no TCSB no Pátio da Inquisição, A Escola da Noite gosta de apoiar e de criar condições para que as companhias externas tenham espaço e condições de trabalho. O produtor lembra algumas das companhias e dos artistas de diversas áreas que passaram pelo espaço.

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Em PúblicoXLorca quatro atores representam 39 personagens. Durante o espetáculo desenrola-se uma viagem “entre a verdade e a mentira de uma sociedade burguesa” e o grito de quem não quer seguir as normas impostas e pretende assumir a sua sexualidade sem ser vítima de preconceito. Em simultâneo público e atores realizam uma introspeção em busca do que resta da liberdade numa sociedade da década de 30 do século passado. A diretora plástica, Carolina Santos, explica o principal desafio e o porquê das máscaras de Maxence Thireau e do trabalho de luz de Jorge Ribeiro.

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Em Coimbra, Matilde Javier Ciria promete três espetáculos seguidos em 16, 17 e 18, “todos diferentes” que depois vão evoluir por países da Europa e da América Latina.

A companhia está há cerca de duas semanas em ensaios no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC). Com financiamento de entidades públicas ibero-americanas reunidas na associação IBERESCENA. A passagem por Portugal deve-se ao facto de “ser a melhor forma” de conseguir “ incorporar um país” que não faz parte da associação, explicou o ator costa-riquenho, Artur Campo. Já Coimbra é uma escolha natural por ser, na opinião de Matilde Javier Ciria, uma das poucas cidades médias de Portugal com uma “forte programação cultural”.

Isabel Simões

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