14/06/17

RUC @ NOS Primavera Sound 2017 – Warm Up

las Bistecs @ Hugo Lima

A relação do Primavera Sound com a cidade é, em Barcelona, um dos seus pontos fortes, com inicativas como o Primavera als Clubs, os concertos grátis no MACBA ou, este ano, concertos em casas particulares. No Porto, esta relação tem vindo a tomar diferentes formas, com um início efémero na Casa da Música e duas edições abertas nas Fontainhas e nas Virtudes, até este ano decidirem invadir as principais salas da cidade. Tomando o Plano B, Hard Club, Café Au Lait, Maus Hábitos e Passos Manuel, foram ao todo 21 nomes a dar o tiro de partida desta edição.

Com uma sala a metade, mas completamente dominada, coube às espanholas las Bistecs abrir a noite. Grande fenómeno de pop actual em Barcelona, misturando um electro-clash sujo, uma estética kitsh e letras bem ácidas, estão aqui para “pisar la cultura”.  Numa primeira vez a sério em Portugal (descontamos uma breve passagem por Lisboa no ano passado) não desiludiram o público que cantava todas as músicas sem nunca parar de dançar, dedicando “Señoras Bien” a José Sócrates e terminando em êxtase com “História del Arte”.

Correndo para o Plano B, chegamos a tempo ainda de Surma. Um dos nomes sonantes da Omnichord Records, projecta-se de Leiria com um ano pleno de datas internacionais e um hype crescente e merecido. Se por agora ainda só lhe conhecemos “Maasai”, single do ano passado, a palco vem de bagagem cheia. É raro conseguirmos, no mundo de electrónica que apesar de tudo habita, assistirmos a tão habilidosa construção analógica em tempo real, com um verdadeiro arsenal de instrumentos que navega sem com a maior naturalidade. É impossível ficar indiferente a Surma, tanto na beleza das suas harmonias mais ambientais e envolventes como nos autênticos temas de pista. Com uma das melhores performances do festival, resta-nos quedar expectantes pelos lançamentos que tem a oferecer ao mundo nos próximos meses, esperando que o mundo tudo tenha para lhe oferecer.

No Hard Club encontramos já Jessy Lanza, regressada pouco depois do Lisbon Dance festival. Centrando um set nas batidas do seu último Oh No, está mais perto de concretizar o seu desejo de “conquistar o público como o fazem Rashad ou Joker”, pontuando a electrónica dançante com a sua voz frágil em desvario. A noite continuaria com Black Madonna ou Moscoman, num Porto já fervilhante.

Surma © Hugo Lima

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