28/03/16

Ativistas angolanos condenados à prisão

Os ativistas angolanos, entre os quais se encontra o luso-angolano Luaty Beirão, foram hoje condenados num tribunal de Luanda a cumprirem tempo na prisão. As penas vão entre os dois e os oito anos e meio de prisão para os dezassete ativistas, sob a acusação de rebelião. Para o escritor angolano José Eduardo Agualusa, este processo é um erro estratégico enorme, tendo em conta as dificuldades do governo angolano.

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Para o escritor, a acusação de golpe de estado é “fantasiosa”. José Eduardo Agualusa caracteriza o processo dos ativistas como “um processo político”.

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O ex-primeiro ministro angolano Marcolino Moco considera que não vale a pena dirigir-se ao estado angolano, por este ser autoritário. Nesse sentido, faz um apelo ao estado português visto que Portugal tem uma obrigação histórica para preservar os direitos humanos em Angola.

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A saúde dos ativistas Nuno Dala e Nito Alves é para a Amnistia Internacional uma preocupação muito grande. No entender da organização, o julgamento dos ativistas não deveria ter acontecido.

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A Amnistia Internacional denunciou o julgamento, que não considerou justo. A organização relembra que este caso dos dezassete ativistas já teve uma reação muito forte por parte das Nações Unidas. A presença dos observadores internacionais foi recusada em tribunal. A pena mais pesada – oito anos e meio – foi imposta a Domingos Cruz, autor do livro que serviu de prova à condenação. O rapper Luaty Beirão foi condenado a passar cinco anos e meio na prisão.

Pedro Barreiro (com Agência Lusa)

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