12/02/16

Dom Quixote (de Coimbra) chega à Oficina Municipal do Teatro a 25 de Fevereiro

D. Quixote_07 Carlos Gomes

Dom Quixote (de Coimbra) vai estar em reposição na Oficina Municipal do Teatro a partir de 25 de fevereiro. A peça encenada por Isabel Craveiro estreou em 2009, com dramaturgia de Jorge Louraço Figueira. Na primeira temporada a peça d’O Teatrão subiu à cena perto de 100 vezes e teve mais de 9200 espetadores. A encenadora e diretora artística da companhia esteve à conversa com a RUC e antecipou um pouco do que o espetador vai poder ver no cenário da Helena Guerreiro.

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“Já não há cavaleiros andantes” é um dos desabafos dos atores. O Teatrão através dos voluntários vai “ver a pé, andar de perto” a desafiar a cidade em dois momentos de 15 a 21 de fevereiro e depois de 7 a 13 de março. Os cavaleiros vão andar a espalhar o texto de Miguel de Cervantes pelo “espaço público” da cidade.

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Inês Mourão dá corpo à sobrinha Antónia do “cavaleiro da triste figura”, João Castro Gomes representa Sancho Pança e Margarida Sousa interpreta a governanta Maria, os três fazem parte do elenco inicial e estarão novamente em cena.  Dinis Binnema é o novo Dom Quixote (de Coimbra) a perder-se “nos campos do Mondego”. “Quixote e Sancho Pança, um contra o outro e ambos contra a Governanta Maria e a Sobrinha Antónia”. 

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Com a Direção Musical do Filipe Costa e a Coreografia da Leonor Barata, o Dom Quixote apresenta-se num cenário feito de lixo, daquilo que a sociedade costuma deitar fora. Ao “nobre cavaleiro” não falta o seu escudo e a sua lança bem como o cavalo Rocinante que na peça é mais uma espécie de transporte coletivo. Há princesas encantadoras e mesmo uma televisão do passado com imagens de Dom Quixote de Orson Welles. Dulcineia está presa do lado escuro da Lua e por isso há que ir lá resgatá-la. Dom Quixote agora que é “conhecido em toda a Mancha e até em Hollywood” passa em Coimbra a espalhar sonhos e a pelejar pela “sua donzela”, contra moinhos de vento. A RUC esteve no ensaio desta sexta-feira. 

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Dom Quixote (de Coimbra) vai [re-]estrear a 25 de fevereiro, quinta-feira, às 21h30 na Oficina Municipal do Teatro.A temporada estende-se até 19 de março. Aos sábados às 16h e às 21h30. 

As sessões para as escolas acontecem de segunda a sexta de manhã às 10:30 e à tarde às 14:30. Depois de Março coloca-se a hipótese de partir em digressão para o Brasil.

Com um discurso “brincalhão” e que  envolve o público, o Quixote d’O Teatrão é para Isabel Craveiro uma mensagem de “sonho” e de esperança, depois do “annus horribilis” que a companhia passou devido à falta de meios financeiros e que levou ao despedimento de alguns recursos humanos, a diretora artística continua a acreditar que “todos juntos vamos dar a volta às coisas todas”. 

D. Quixote_06 Carlos Gomes

As fotos do ensaio são gentileza de Carlos Gomes.

Isabel Simões

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