24/08/15

Estudantes que “vendem” postais na zona histórica identificados pela polícia

Trajados a rigor, veem-se estudantes universitários desde a Baixa até à Alta de Coimbra de postais na mão. Abordam e são abordados pelos turistas, e não pedem nenhuma quantia pelas imagens da universidade e caricaturas impressas que trazem consigo. Os turistas dão o que quiserem. Nuno Carreira, estudante de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), explica no que consiste esta atividade.

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A Universidade de Coimbra já expressou o desagrado pela atividade, que é feita sem licença. O vice-reitor da Universidade de Coimbra com o pelouro do Turismo, Luís Filipe Menezes, refere que este fenómeno prejudica a cidade de Coimbra e o turismo. Aponta ainda que duvida do destino do dinheiro.

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Quanto à questão legal, o estudante de História refere que ele e o seu grupo já foram identificados pela polícia, mas garantem que não praticam nenhuma infração. Outro dos propósitos da atividade é guiar os turistas pela cidade.

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Nas palavras do mesmo, a receita gerada vai para o “tecido económico social conimbricense”. Já sobre a receita do Turismo da Universidade de Coimbra, Nuno Carreira desconhece o destino.

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O vice-reitor deixa o desagrado pela iniciativa e oferece alternativas aos estudantes carenciados que se queiram envolver em outras atividades para ajudar a pagar as propinas.

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O fenómeno não é de agora. Luís Filipe Menezes não sabe precisar o início, mas garante que durante os seus dois anos de mandato sempre aconteceu.

No verão a zona histórica enche-se de turistas e capas negras, munidos de postais, lápis, ou cds das tunas. Parece não abrandar, apesar da posição da Universidade de Coimbra.

Camila Vidal

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2018-04-21T15:21:31+00:00
Sat, 21 Apr 2018 15:21:31 +0000