1/11/17

A economia do mar está na rota da cooperação de Portugal com a China

Portugal e China vão assinar esta semana um plano de ação, com a finalidade de aprofundar a colaboração na investigação e em projetos comerciais, no âmbito da economia do mar. A notícia foi avançada, ontem, pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino à Agência Lusa. Em missão empresarial na China, a governante revela que a parceria cumpre os requisitos definidos pela economia que explora os recursos do mar.

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A China investiu, nos últimos anos, em dezenas de portos de todo o mundo, desde a Austrália à Europa, convertendo os operadores portuários chineses em líderes mundiais. O acordo surge na sequência de um memorando de entendimento assinado em Portugal, em junho passado, por Ana Paula Vitorino com o homólogo chinês, Wang Hong. A ministra adianta que se pretende aprofundar a cooperação.

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Na segunda-feira, 39 empresas portuguesas e 86 chinesas reuniram-se, na capital chinesa, à margem de um seminário dedicado à cooperação marítima entre Portugal e a China, no âmbito de um projeto de infraestruturas lançado pelo presidente Chinês Xi Jinping. Ana Paula Vitorino revelou que foram feitos acordos entre empresas portuguesas e chinesas para a “formação de consórcios, para concorrerem a vários projetos de investimento que vão existir em Portugal em portos como o de Sines e de Lisboa.

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Os chineses estão também interessados na indústria naval e na aquacultura e energias renováveis oceânicas, adiantou a ministra.

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A ministra portuguesa garantiu a “disponibilização” e “manifestação de interesse” do presidente do China Development Bank para financiar projetos em Portugal, no âmbito da economia do mar.

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A China tem um plano designado ‘Faixa e Rota’, que visa reativar a antiga via comercial entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e sudeste Asiático. O plano inclui uma malha ferroviária de alta velocidade, portos e autoestradas, que abrangem 65 países e cerca de 60% da população mundial.

Lembramos que em agosto Portugal iniciou nas Nações Unidas a defesa do pedido de extensão da plataforma continental do país para além das 200 milhas marítimas que constituem a sua Zona Económica Exclusiva (ZEE). Se a ONU atender aos argumentos portugueses, o país vai duplicar o seu território marítimo. Estima-se que o processo de decisão dure entre dois a três anos.

Isabel Simões (com Agência Lusa)

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