2/06/14

Mais um passo no caminho da pluripotência induzida

Um estudo desenvolvido no Wellcome Trust-MRC Stem Cell Institute, na Universidade  de Cambridge, identificou pela primeira vez que o complexo NuRD – complexo que regula a forma como o DNA é lido em diferentes células – é importante para transformar células adultas em células pluripotentes induzidas (iPSCs). Falámos com  Rodrigo Luiz dos Santos, que está inscrito no programa doutoral do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, e que desenvolveu este estudo.

No grupo onde Rodrigo Santos trabalha, liderado por José Silva, investigam a reprogramação de células adultas, como células cerebrais ou células da pele, e o uso de uma tecnologia para converter essas células em células estaminais pluripotentes, células que têm a capacidade de ser qualquer célula do organismo.

Rodrigo Santos fala-nos da tecnologia, reportada por um grupo de japoneses em 2006, da qual resultou um Prémio Nobel  de Fisiologia ou Medicina para o Japonês Shinya Yamanaka, em 2012.

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O investigador explicou à RUC o que a tecnologia nos permite.

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O laboratório liderado por José Silva foca-se nos mecanismos moleculares implicados nesta transformação. Há uns anos descobriram um gene muito importante para esta transformação, o Oct4, e ao continuar o trabalho descobriram que o gene interactua com membros do complexo NuRD, e então decidiram testar o impacto do complexo NuRD nesta transformação. Rodrigo Santos fala-nos do complexo NuRD.

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O investigador fala-nos do seu programa doutoral, o programa em Biologia Experimental e Biomedicina (BEB), do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

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Rodrigo Santos está há 3 anos em Cambridge. O doutorando explica-nos como chegou ao Reino Unido.

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Rodrigo Santos relembra que as oportunidades têm que ser criadas pelo estudante.

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Segundo o investigador, é muito raro ao fim de três anos, um aluno ter um estudo com este impacto e publicado numa revista deste impacto. Rodrigo Santos deve ter a tese pronta em 1 mês. Mas já tem o seu futuro delineado, muito graças ao ambiente que aproveitou ao máximo em Cambridge.

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Para Rodrigo Santos, a investigação é  tão boa em empresas como na universidade e muitas vezes as empresas recentes estão cheias de imaginação e criatividade. Se voltar à universidade para fazer o pós doutoramento será fora do Reino Unido, de maneira a ver outras realidades e outras formas de fazer investigação. Rodrigo Santos compara a indústria à universidade.

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Rodrigo Santos foi estudante de Bioquímica na Universidade de Coimbra. Comparando a Universidade de Coimbra com a Universidade de Cambridge, o investigador afirma que os alunos portugueses vão muito mais bem preparados, facto que diz ser corroborado por investigadores principais do Reino Unido . Por um lado os alunos portugueses são mais velhos, com 23/24 anos e lá acabam o curso com 21,maturidade que falha em alunos britânicos de doutoramento.

E principalmente  diferem no que sabem fazer no laboratório, algo que não falhou a Rodrigo Santos no seu curso em Coimbra.

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Rodrigo Santos relembra que teve sorte ao cumprir exactamente o estudo proposto ao início e publicar e ter o impacto que está a ter. Há um ano saiu um artigo na revista Nature que consistia no projecto deles mas com os resultados completamente opostos, como explica Rodrigo Santos.

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Rodrigo Santos explica como foi importante não desistir.

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Entre a Licenciatura em Bioquímica e o Doutoramento, Rodrigo Santos fez o Mestrado em Bioquímica na Universidade de Coimbra, tendo trabalhado no Biocant, com Carlos Faro e Isaura Simões.

Mariana Alves

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2017-10-23T15:02:09+00:00
Mon, 23 Oct 2017 15:02:09 +0000